O Delta II, foguete de quase 30 anos que lançou robôs para Marte e espaçonaves para o cinturão de asteroides, fez sua centésima e última viagem bem-sucedida na manhã do último sábado (15), direto da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia. O veículo construído pela United Launch Alliance (ULA) foi lançado pela primeira vez em 1989 e, agora, seu voo de despedida será para enviar um satélite de observação para a órbita terrestre a serviço da NASA.

Nesse voo histórico está a bordo o ICESat-2, um satélite da NASA capaz de medir como a terra e o gelo marinho localizados em torno dos polos terrestres mudam com o passar do tempo. A missão é para acompanhar a nave original ICESat, que fez tais observações entre 2003 e 2009. Vale dizer que os dois satélites utilizam a mesma tecnologia: um laser pulsante que salta do gelo na superfície do planeta, informando aos cientistas a extensão e a espessura do gelo.

Essa missão é ideal para ser o último voo do foguete, derivado da antiga tecnologia de mísseis balísticos, responsável por colocar o Telescópio Espacial Spitzer acima do nosso planeta, além dos vários observatórios climáticos e satélites meteorológicos. O Delta II, também, enviou os robôs Spirit e Opportunity da NASA para a superfície de Marte. E, a não ser por duas falhas nos anos 90, o foguete provou ser bastante confiável para a ULA.

Após a decolagem, o ICESat-2 foi colocado em órbita em 52 minutos, aproximadamente. Para que os entusiastas da exploração espacial participassem desse momento, a NASA disponibilizou em seu canal oficial no YouTube uma transmissão ao vivo do voo do veículo espacial.

A equipe designada para a missão é responsável por executar verificações de sistemas na espaçonave, com planos de ligar o laser do satélite, ATLAS, cerca de duas semanas após o lançamento. A partir de então, a coleta de dados é iniciada, seguindo até meados do final de outubro.