Nanorrobôs realizando microcirurgias e outras tarefas médicas dentro do corpo humano fazem parte do imaginário coletivo já há algum tempo, principalmente por causa da ficção científica. Muitos pesquisadores vêm trabalhando nesse setor há algum tempo, tentando tornar esse sonho em realidade. E, ao que parece, os cientistas da Universidade Chinesa de Hong Kong estão bem perto disso.

Anunciado ontem (30), o estudo, liderado pelo Departamento de Mecânica e Engenharia de Automatização teve como inspiração a natureza: o professor Zhang Li usa campos magnéticos para controlar os movimentos das minúsculas máquinas, de forma que elas se comportem como cardumes de peixes ou bandos de aves.

“Os enxames de nanorrobôs podem ser programados para ajudar os cirurgiões a realizar tarefas complexas, como passar por pequenos espaços no corpo humano”, diz Li. Formados por milhões de nanopartículas magnéticas, os bots podem mudar sua forma de acordo com o ambiente que estão interagindo — eles podem se estender, diminuir de tamanho, se dividir ou se fundir e se agruparem em um enxame.

Além de se movimentar por todo o interior do corpo, eles poderiam enviar medicamentos em determinadas áreas — o que teria um grande impacto positivo no tratamento de câncer e em cirurgias oculares, por exemplo. O potencial será mais explorado pela equipe com a ajuda da faculdade de medicina da universidade, em busca de mais aplicações clínicas.