Segundo uma pesquisa realizada pelo Brooklyn Institute for Social Research com 2.021 adultos usuários de internet, apenas 20% estão interessados em obter um robô de limpeza; em contrapartida, 68% disseram não querer.

Para tarefas mais sensíveis, como segurança ou cuidado com uma criança ou um parente idoso, os números foram ainda mais baixos: 17% afirmaram estar interessados em um robô de guarda, e apenas 9% expressaram ver vantagem em ter um zelador robótico.

Tal resultado não é tão surpreendente, tendo em vista que os tipos de robôs domésticos móveis que conseguiram uma adoção considerável – como os aspiradores de pó autônomos – já se encontram com baixa nas vendas. Os melhores estão em desenvolvimento, mas não está claro o quão bem eles funcionam fora das condições de demonstração. Apenas 3% das pessoas entrevistadas pagariam mais de R$ 1 mil por um robô.

Porém, os respondentes da pesquisa acreditam que essa atitude de receio quanto aos robôs vai mudar: 19% disseram que é "muito provável" que, em 30 anos, os robôs consigam "executar a maioria das atividades realizadas atualmente por humanos", enquanto para 33% isso é só "um pouco provável". Segundo 23% dos entrevistados, essa realidade "não é muito provável"; e 61% também disseram não estar "preocupados" em longo prazo com os robôs, sugerindo que talvez o nível de desconforto esteja associado aos modelos atuais, e não aos futuros.

A automação de atividades já está deslocando o trabalho humano a uma taxa preocupante, particularmente em setores como a manufatura ou a longa lista de milhares de empregos que podem ser substituídos por computadores (tudo, desde técnicos de registros médicos a agentes de crédito). Mas quando se trata do lar, a maioria das pessoas parece estar bem lavando suas próprias louças por enquanto.