Pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, encontraram uma nova maneira de incorporar o grafeno ao concreto, tornando o material duas vezes mais resistente e quatro vezes mais à prova d’água do que o tradicional. Outra vantagem do novo composto é a sua sustentabilidade, visto que ele rende mais do que a mistura convencional, e seu uso reduziria também a emissão de gases do efeito estufa.

Segundo reportagem do The Guardian, o método criado pela universidade britânica leva vantagem em relação a outras tentativas de misturar grafeno e concreto. Enquanto iniciativas anteriores miraram modificar a estrutura dos componentes do cimento, o novo método consegue fazer com que uma camada de grafeno fique suspensa sobre a água.

Suas vantagens são muitas e permitem a aplicação desse novo tipo de concreto em diversos locais, como aqueles de difícil manutenção ou que necessitam resistir a tensão e pesos excessivos de forma constante. Além disso, os seus criadores garantem que ele pode ser produzido em grande escala a um preço relativamente baixo — outro ponto positivo.

“As nossas cidades encaram uma pressão cada vez maior dos desafios globais envolvendo poluição, urbanização sustentável e resistência a eventos naturais catastróficos”, comenta a professora de nanociência de Exeter Monica Craciun. “Esse novo composto material é um fato de mudança absoluta em termos de reforçar o concreto tradicional a fim de suprir essas demandas.”

GrafenoUniversidade britânica conseguiu aprimorar o concreto com grafeno.

O estudo britânico será publicado na revista científica Advanced Functional Materials e deve ser um primeiro passo de uma longa caminhada capaz de incrementar a construção civil. Como o material criado na instituição atende a padrões requisitados tanto pela União Europeia quanto pelo Reino Unido, é provável que ele consiga ser aprovado para uso pela população em um futuro não tão distante.

O grafeno é visto por muitos como a matéria-prima do futuro, com aplicações possíveis em várias áreas como substituto do silício no âmbito da tecnologia. Seus usos podem incluir a fabricação de baterias e telas para dispositivos móveis, microfones, "peles" eletrônicas, modo de visão noturna para câmeras comuns e muito mais.