O jogo desta segunda-feira (23) entre Everton e Newcastle válido pela Premier League, o campeonato inglês de futebol, ficou quase em segundo plano e por um motivo bem especial. No início das partidas, quando os dois clubes entraram em campo e se perfilaram para a cerimônia de abertura do embate, o capitão do Everton Phil Jagielka portava um pequeno robô em suas mãos.

Em vez de estar acompanhado de uma criança, como é tradição em quase todos os países do mundo, o jogador do time de Liverpool trazia consigo o “mascote virtual” AV1, que representava e era controlado à distância pelo torcedor Jack McLinden, de 14 anos e vítima de problemas de saúde que restringem a sua mobilidade — ele é cadeirante e depende de suporte de oxigênio.

O boneco foi criado pela empresa norueguesa No Isolation, especializada em criar mecanismos para combater a solidão de crianças doentes, como revela o clube em seu site oficial. O robozinho, que trazia em sua parte frontal um adesivo escrito “Eu sou o mascote de hoje” junto do escudo dos Azuis, reproduz conteúdo para um dispositivo móvel.

No caso de Jack, o jovem torcedor do Everton podia conferir tudo o que o robô via e ouvia no Goodison Park por meio de um tablet, experimentando a mesma sensação de uma criança que entra em campo com os jogadores do seu time do coração.

A iniciativa, uma parceria entre o clube de Liverpool e a ONG WellChild, que apoia crianças doentes, foi celebrada pela mãe de Jack.

“Ter o suporte de uma equipe incrível na WellChild significa que nunca estamos sozinhos, isolados ou sem apoio”, comentou Michelle Wignall. “Estamos animados de, por meio dessa tecnologia incrível e do trabalho da No Isolation e da WellChild, fazer algo incrível para um evertoniano jovem e inspirador    “, complementou.