O marco histórico alcançado pela SpaceX ao enviar um carro para o espaço pode ter disparado uma preocupação com a qual as autoridades do espaço nos Estados Unidos não tinham até então. No último dia 30, a companhia interrompeu a transmissão em vídeo do lançamento de um conjunto de satélites por meio da missão Iridium-5, o que deixou muita gente surpresa.

A empresa alegou “restrições da NOAA”, órgão governamental responsável por regulamentar o espaço marítimo e atmosférico do país norte-americano, para deixar de transmitir — confira no vídeo abaixo a partir de 31min35.

No mesmo dia, porém, a NOAA emitiu um comunicado esclarecendo a situação e citando como justificativa uma lei de 1992. Chamada de National And Comercial Space Program Act (Lei do Programa Espacial Nacional e Comercial), ela obriga que qualquer empresa privada precisa de uma autorização específica para transmitir imagens a partir do espaço.

"Agora que todas as empresas estão colocando câmeras nos foguetes de dois estágios que alcançam o estado de órbita, todos esses lançamentos serão submetidos aos requerimentos da lei e de suas condições", informa o NOAA.

Ainda segundo o órgão, isso existe por razões de segurança nacional e a SpaceX solicitou e recebeu uma licença “que incluía algumas condições à sua capacidade de transmitir ao vivo do espaço”. Ao que parece, a empresa não cumpriu com tudo o que havia sido proposto e, por isso, o vídeo teve que ser interrompido.

Só agora?

É curioso que esse evento tenha sido o primeiro a ter a sua transmissão interrompida por falta de licenciamento, mas a própria SpaceX pode ser a “culpada” disso. Há quem diga que o grande responsável por despertar o interesse das autoridades para o tamanho da atenção que isso atrai do público tenha sido exatamente o lançamento do Tesla Roadstar ao espaço em 9 de fevereiro.

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