Um Falcon 9 da agência espacial SpaceX, de Elon Musk, causou um buraco na ionosfera que afetou e pode gerar funcionamento inadequado do sistema de posicionamento global GPS. A descoberta foi feita pelo pesquisador Min-Yang Chou e seus colegas da Universidade Nacional Cheng Kung, em Taiwan.

Evento não causa preocupação global mas pode afetar o GPS e a partir de agora servirá como referência para que o mesmo não ocorra novamente

O projétil foi lançado em 2017, para levar o satélite Formosat-5, e provocou as primeiras ondas de choque acústicas circulares feitas por um foguete. O resultado foi uma abertura de 900 quilômetros de diâmetro na ionosfera, camada formada por elétrons e íons livres. A causa disso foi a trajetória, que nessa ocasião foi muito íngreme, diferente dos voos que normalmente originam um formato em “V”.

"Para facilitar o lançamento do Formosat-5 até sua altitude de órbita operacional, de mais ou menos 900 quilômetros, o Falcon 9 fez uma ascensão inicial íngreme. Durante o l voo, o foguete supersônico induziu ondas acústicas de choque circulares gigantescas sobre o oeste dos Estados Unidos, aproximadamente 5 minutos após o lançamento", escreveu a equipe.

spacex falcon9

Antes que isso cause uma enorme preocupação, por enquanto não há evidências de que o incidente possa trazer mais problemas além de interferência no GPS. Certo mesmo é que a partir de agora os protocolos podem ser alterados para evitar que isso ou coisas semelhantes aconteçam novamente.