Estudar a física em temperaturas próximas do zero absoluto é uma tarefa das mais difíceis possíveis – afinal, é nessa temperatura que todas as partículas literalmente param de se mover, o que inutiliza todo o tipo de sensores e dispositivos de medição. Felizmente, um grupo de cientistas da Universidade de Basileia desenvolveu um chip nanoelétrico capaz de trablhar mesmo nessas condições extremas, já tendo alcançado o valor recorde de 2,8 milikelvin.

De acordo com o anúncio feito por eles, a façanha foi alcançada com o uso de campos eletromagnéticos que virtualmente eliminam qualquer fonte de calor e reduziram as conexões do chip para 150 microkelvin. Depois, o grupo integrou outro sistema de campos magnéticos construído especialmente para que pesquisadores pudessem reduzir a temperatura de um termômetro de Bloqueio de Coulomb, chegando então ao número antes mencionado.

Como resultado, o chip foi capaz de operar nessas condições por um total de sete horas. Isso é mais do que o suficiente para a execução de testes complexos, que podem eventualmente nos ajudar a estudar a física em seus limites – afinal, em condições tão extremas, é possível encontrar comportamentos estranhos ainda não registrados, bem como criar condições para experimentos de física quântica.

Ainda mais frio

Vale notar, por fim, que a equipe acredita que ainda há espaço para melhorias no chip, e que eles estão otimistas de que podem aperfeiçoar esse método para suportar temperaturas de até 1 milikelvin. Resta esperar para ver que resultados isso vai trazer para nós.