Só quem já teve que fazer reformas em casa ou construir um imóvel do zero sabe como todo o processo é cansativo, cheio de problemas e quase sempre demorado. Uma empresa britânica, no entanto, acredita que todas essas dores de cabeça, muito em breve, podem ser algo do passado. Sua solução para o problema? Oferecer casas que se constroem sozinhas e – o melhor de tudo – que ficam prontas para morar em menos de dez minutos.

Não, a Ten Fold Engineering não recorreu às forças das trevas para conseguir esse feito e nem está falando de uma ideia que só pode ser implementada daqui a uma década: já há protótipos funcionais da tecnologia e eles são tão incríveis quanto sua descrição. Utilizando estruturas modulares e retráteis, a companhia consegue compilar todos os elementos de uma casa no espaço de um contêiner comum, que, então, pode ser transportado para qualquer lugar.

A casa se expande consideravelmente depois de instalada

Como dá para conferir no vídeo de demonstração abaixo, uma vez que o “pacote” estiver posicionado no lugar certo, basta apertar um botão em um controle remoto para que a caixa comece se abrir e desdobrar, formando chão, paredes e teto de uma forma rápida e simples – que, inclusive, dispensa qualquer conhecimento em construção ou habilidade técnica. O mais interessante é que o produto já chega nas mãos do cliente com um kit completo de móveis e acessórios, permitindo que ele escolha como quer organizar esses itens no final do processo.

Por conta disso e do fato de a área útil da casa “instantânea” pode ser ampliada até três vezes em relação ao seu tamanho original, o equipamento da Ten Fold tem tudo para interessar a donos de restaurantes itinerantes, conquistar organizadores de eventos em busca da infraestrutura ideal ou, ainda, ser de extrema ajuda para situações de emergência – fazendo o papel de refúgio para uma boa quantidade de pessoas em casos de desastres, por exemplo.

Vale notar que, embora o brinquedinho tenha uma bateria interna para manter as articulações mecânicas do contêiner em funcionamento, é preciso recorrer à alguma fonte de energia para ligar eletrodomésticos e acender lâmpadas na casa. A boa notícia é que ela já está preparada para ser conectada tanto à rede elétrica quanto a painéis solares. No momento, os britânicos buscam investidores para o projeto, mas a ideia é que os primeiros produtos nesse estilo sejam comercializados ainda este ano, pelo valor mínimo de US$ 129 mil (R$ 410 mil).

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