Embora nem a própria Microsoft já esteja tão investida na ideia do Kinect – com as versões mais recentes do Xbox One perdendo a entrada para o gadget –, o acessório ainda tem muito potencial. Uma finalidade recém-descoberta para o equipamento, por exemplo, está caindo no gosto dos paleontólogos: a análise detalhada de ossos de dinossauro. Sim, o brinquedinho tem sido usado para escanear partes complicadas da ossada desses antigos lagartões.

Um caso recente nesse sentido vem diretamente dos EUA, mais especificamente da equipe do Museu Field de História Natural, em Chicago. Os pesquisadores de lá estavam com problemas para conseguir digitalizar em 3D partes da arcada dentária de um tiranossauro, já que a mandíbula gigantesca do bicho não cabia nos aparelhos tradicionais de captura de imagem. Como resolver isso? Recorrendo a um dos laboratórios do MIT, que solucionou o desafio com um kit customizado feito com base no Kinect.

Certeza: a Microsoft nunca imaginou que seu gadget seria usado para isso

Mesmo que a resolução das capturas feitas pelo acessório não seja tão alta quanto de aparelhos feitos especificamente para o setor, as imagens são detalhadas o suficiente para permitir que os cientistas estudem de forma satisfatória o T-Rex. Além disso, o conjunto baseado no produto da Microsoft custa apenas uma fração dos equipamentos especializados – podendo ser montado por pouco mais de US$ 100 (R$ 330) –, o que pode dar uma boa ajuda para um segmento que, geralmente, sofre com falta de verbas.

Com tudo isso, é muito interessante pensar que, apesar de sua falha como produto comercial, o Kinect se tornou um item bastante valorizado por artistas, modders e profissionais de diversas áreas. Afinal, não é sempre que uma câmera repleta de sensores de movimento e profundidade é oferecida por um precinho tão camarada, ainda mais para quem precisa desses recursos para seus projetos, não é?

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