Novo material transparente pode aprimorar eletrônicos e células solares

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Pesquisadores da Universidade de Minnesota anunciaram na semana passada a descoberta de um novo material de filme transparente em nanoescala que tem a maior condutividade de sua classe. A novidade pode resultar na criação de aparelhos eletrônicos mais compactos, velozes e poderosos, bem como aprimorar as soluções de células solares disponíveis atualmente.

Descrita na Nature Communications, a nova tecnologia chama atenção justamente por sua condutividade. O material possui uma grande largura de banda, o que significa que a luz pode passar facilmente por ele — algo que também contribui para que ele se torne transparente aos olhos humano.

A tecnologia poderá ser usada em diversos tipos de eletrônicos, telas de toque e até mesmo em células solares

Geralmente, materiais com uma grande largura de banda são conhecidos por sua baixa condutividade ou por sua baixa transparência, razão pela qual a descoberta é particularmente interessante. Segundo Bharat Jalan, engenheiro químico da Universidade de Minnesota, a tecnologia poderá ser usada em diversos tipos de eletrônicos, telas de toque e até mesmo em células solares.

Materiais pouco convencionais

A novidade também se destaca por não usar índio em sua composição — material geralmente encontrado em soluções transparentes cujo preço subiu muito em anos recentes. O novo filme é fruto de um processo de síntese que combina elementos como bário, estanho e oxigênio, o que ajuda a reduzir o preço do produto final.

“Ficamos surpresos com quão bem essa decisão pouco convencional funcionou na primeira vez que testamos o precursor de estanho”, afirma o engenheiro químico Abhinav Prakash, primeiro autor do trabalho. “Foi um grande risco, mas isso resultou em uma grande descoberta”.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o material ainda deve passar por aprimoramentos que envolvem a correção de defeitos em escala atômica. Ainda não há prazo para que a solução se transforme em algo comercialmente viável, o que significa que vamos ter que esperar alguns anos (ou décadas) até que ele traga mudanças substanciais ao mundo da tecnologia.

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