Nos dias de hoje, é muito comum ver crianças se divertindo com tablets e smartphones dos pais. Isso é algo que divide a opinião de diversas pessoas, mas uma pesquisa apresentada durante o Congreso Mundial de Anestesiologistas que está acontecendo em Hong Kong revelou que tais dispositivos possuem um efeito calmante sobre os pimpolhos.

A pesquisa foi feita entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro com crianças com idades entre 4 e 10 anos. Ao entrar em contato com os aparelhos, os pesquisadores perceberam que se distrair com um iPad, por exemplo, fez com que as crianças que precisavam de uma anestesia ficassem tão calmas quanto aquelas que usaram sedativos.

Foi possível observar que o nível de ansiedade das crianças se manteve no mesmo nível, seja com o sedativo ou com o tablet

De acordo com as informações divulgadas, foi feita uma comparação entre 54 crianças que foram sedadas com 0,3 miligramas de midazolam (um sedativo que geralmente é utilizado antes da aplicação de uma anestesia geral) com 58 que brincaram com um iPad por 20 minutos antes do mesmo procedimento.

Com esse método, foi possível observar que o nível de ansiedade das crianças se manteve no mesmo nível, seja com o sedativo ou com o tablet. Dessa forma, pode-se concluir que recorrer ao dispositivo móvel pode ser uma boa saída, especialmente ao verificar que tanto os pais quanto as enfermeiras se disseram satisfeitos com o resultado da anestesia quando as crianças eram acalmadas com iPads.

Manter contato com um tablet antes de uma anestesia pode ser algo benéfico para crianças

Lado oposto

Se por um lado temos um estudo falando sobre o efeito positivo do uso de iPad por crianças, ao mesmo tempo chega à rede a informação de uma outra pesquisa mostrando o contrário: a de que ele pode agir como uma espécie de “heroína digital” sobre os infantes.

Segundo o estudo feito por Dr. Nicholas Kardaras, o uso do aparelho aumenta os níveis de dopamina (um neurotransmissor que é associado a recompensas) e fez com que o córtex frontal das crianças seja afetado da mesma forma que quando há uso da cocaína.

Ele também menciona que crianças que se encontram no estágio de "dependentes digitais" precisam passar por uma “desintoxicação digital”, algo que deve durar de quatro a seis semanas e inclui trocar Minecraft por LEGO, iPads por livros e TV por esportes. Além disso, o doutor também ressalta que pais não devem dar tablets a crianças com menos de 10 anos.

De que lado você está?

Nessa discussão, de que lado você se posiciona? Acredita que o uso dos tablets e smartphones por crianças possui mais efeitos positivos? Ou concorda com o segundo relato e acredita que há uma idade mínima para entrar em contato com esse tipo de aparelho? Deixe a sua opinião no espaço destinado aos comentários.

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