Usando como base uma cabeça mumificada pertencente à coleção da Universidade de Melbourne, cientistas conseguiram reconstruir o crânio de uma mulher de 25 anos. Para isso, foram usados métodos de tomografia computadorizada e uma impressora 3D responsável para reconstruir a estrutura óssea.

O trabalho foi feito usando os restos do espécime conhecido como “Meritamun”, que não tinha idade superior a 25 anos quando encontrou sua morte. Embora não se saiba a identidade real da pessoa, o fato de ela ter sido mumificada indica que ela possuía um status social privilegiado que justificou tal tratamento.

O crânio foi reconstruído sem necessidade de destruir o espécime

Segundo Varsha Pilbrow, biológica antropologista da Universidade de Melbourne, a caveira tinha uma boa aparência em sua parte externa e está “quase intacta” para os padrões esperados. No entanto, por mais que tenha sido fácil reproduzi-la usando uma impressora 3D, ainda permanece o mistério sobre sua origem — no entanto, há especulações que apontam para a presença de doenças e problemas dentários na pessoa a quem o crânio pertenceu.

“É impressionante que tenhamos conseguir fazer tudo isso sem destruir o espécime de qualquer forma, e isso é importante do ponto de vista da curadoria de um muse”, afirmou Pilbrow à CBS News. Agora, os pesquisadores vão conduzir testes para definir a idade real do crânio mumificado, que teve origem o Egito e pertenceu à coleção de Frederic Wood Jones, professor que conduziu trabalhos arqueológicos no país antes de se juntar à Universidade de Melbourne na década de 1930.

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