Quando foi introduzido em 2014, o Vantablack, então detentor do título de material “mais escuro do mundo”, era capaz de refletir apenas 0,035% de luz. Composto por nanotubos de carbono (até 10 mil vezes mais finos que um fio de cabelo), o objeto logo inspirou a criação de outra “pedra” que absorvia de 98% a 99% de espectros entre 400 e 1.400 nanômetros.

Fato é que os cientistas responsáveis por dar vida à primeira versão do Vantablack desenvolveram agora uma variação ainda mais escura do material – tão escura que a porcentagem de luz refletida sequer pôde ser medida pelos espectrômetros dos laboratórios da Surrey NanoSystem (até mesmo o feixe de um laser é completamente absorvido pelas entranhas da estranha superfície).

Mas, afinal, quais são as finalidades práticas da invenção? No futuro, o Vantablack conseguirá possibilitar a calibração precisa de instrumentos como câmeras astronômicas, sistemas de escaneamento e telescópios, conforme explicou Ben Jensen, técnico-chefe da Surrey Nanosystems, quando o anúncio da primeira versão do Vantablack foi feito.

“Se você nunca viu um buraco negro, então não sabe como algo que não emite luz realmente é. Esse novo material é o mais próximo ‘do preto’ que podemos ter; quase tão parecido com um buraco negro como podemos imaginar”, disse Stephen Westland, professor de ciências das cores e tecnologia da Universidade de Leeds (Reino Unido), há dois anos (relembre).

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