(Fonte da imagem: Reprodução/Tested)
Embora o Tecmundo não tenha o costume de abrir espaço para o conteúdo editorial de outros veículos de imprensa, o texto publicado por Will Smith, do site Tested, merece alguma atenção. Publicado na última quarta-feira (8), o artigo escrito pelo jornalista descreve como a CES é, em essência, um evento dedicado a trivialidades que pouco influenciam nossa qualidade de vida ou maneira como encaramos o mundo.

Entre as “inutilidades” citadas por Smith estão as televisões curvas da Samsung e da LG e fornos que podem ser operados com o auxílio de smartphones. Além disso, ele também cita as centenas de companhias empenhadas em vender “fones Bluetooth sem qualidade, acessórios para iPhone dos quais você não precisa, robôs de brinquedo que não funcionam e outros aparelhos destinados à gaveta de lixo”.

“Acredito que o problema seja o nome do show. CES é o Consumer Electronics Show (Show de eletrônicos para consumidores). Eu detesto a palavra consumidor. É desumanizante. Falar sobre consumidores torna fácil esquecer que os produtos sem sentido e melhorias incrementais que a imprensa e os entusiastas devem supostamente levar a sério são feitos para espremer dinheiro das pessoas que compram aquilo de que elas não precisam”, escreveu Smith.

“As companhias fazem isso convencendo as pessoas a comprar melhorias das quais não precisam ou incentivando a substituição de coisas antigas antes que isso seja necessário. Afinal, a imagem no canto da minha televisão de plasma de 58 polegadas é distintivamente pior do que a dos novos modelos curvos, certo? Errado. Esse tipo de coisa não é importante”, complementa.

A solução: parar de comprar produtos inúteis

O jornalista defende que a única maneira de as empresas pararem de investir tanto na venda de incrementos inúteis é simples: basta que as pessoas não abram a carteira e deixem de investir todo ano em produtos que não são necessários. “Até você conseguir trocar seu dinheiro suado pela rodada de dispositivos desse ano, os produtos ‘revolucionários’ do ano que vem já estarão bem avançados na linha de desenvolvimento”, explica Smith.

Apesar das críticas, ele afirma que há um lado positivo para o evento, representado por profissionais que estão construindo produtos que pretendem mudar o mundo para melhor, “seja na forma de alguém que construiu uma impressora 3D de baixo custo para escolas ou um capacete que diz a atletas quando há chances de ter ocorrido um machucado”.

E você, concorda com a opinião do jornalista da Tested? Acredita que deve haver uma reflexão sobre o propósito de eventos como a CES ou nada disso importa e é preciso deixar o consumidor escolher por conta própria o que deseja comprar sem que alguém deva questionar se isso é válido ou não? Registre seu posicionamento sobre o assunto em nossa seção de comentários.

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