Praticamente todos os nossos leitores já devem ter visto ao menos uma vez na vida aquelas lixeiras feitas especialmente para quem quer descartar celulares. Mas qual foi a última vez em que você usou uma dessas, no lugar de simplesmente jogá-lo no lixo? Pois isso é uma triste verdade que, infelizmente, se aplica à grande maioria dos brasileiros.

Agora, se esse já seria um problema por si só, junte a isso o fato de que nós estamos entre os países que mais trocam de celular no mundo. Como resultado, uma pesquisa feita pela GSMA mostra que o Brasil foi o maior responsável na América Latina pelo descarte de celulares em 2014, com um total de mais de 1,4 mil quilotoneladas de lixo eletrônico.

Os números, que são bastante alarmantes, deixam bem claro que o país é o primeiro colocado disparado: mesmo o México, que está em segundo lugar na região, gerou apenas 900 quilotoneladas de lixo eletrônico; todos os outros da América Latina, por sua vez, estão abaixo da marca das 300 quilotoneladas.

Cada dia pior

Se os números já são preocupantes, as previsões são ainda piores para os próximos anos: das 3,9 mil quilotoneladas de lixo produzidas pela América Latina atualmente (o equivalente a 9% do total mundial de lixo eletrônico), espera-se um crescimento anual de 5 a 7%. Com isso, devemos alcançar 4.975 quilotoneladas de e-waste até 2018 – e com o Brasil chegando a quase 1,8 mil quilotoneladas.

A campanha da GSMA não vem apenas para mostrar o quão preocupante é nossa situação, é claro, mas também para conscientizar sobre a importância de uma melhora nos programas de reciclagem de eletrônicos como um todo – afinal, até 80% dos componentes de um celular podem ser reaproveitados. Resta torcer para que essa iniciativa dê resultados, pois os números realmente tendem a atingir proporções catastróficas, se continuar assim.

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