Fazer comparações entre diferentes modelos de smartphones é inevitável na hora de pesquisar um modelo ou ver as especificações técnicas de um lançamento.

Só que é preciso ter cuidado na hora de fazer esses paralelos. Muitas vezes, alguns valores de bateria, câmera, tela ou processador são mais publicidae do que qualquer outra coisa: compará-los diretamente uns com os outros ou achar que grandes números fazem a diferença são erros comuns.

A seguir e no vídeo acima, conheça componentes de celulares que fazem a diferença e existem em diferentes formas (e com diferentes qualiadades), mas devem ser analisados de forma mais cuidadosa do que o normal.

mAh

O mAh (miliampere hora) pode ser descrito como a capacidade de carga elétrica armazenada na bateria. Basicamente, ele é o reservatório total de energia transportado para o dispositivo funcionar por um determinado período. Só que alta capacidade pode não valer tanto se o aparelho consumir demais — e isso depende de todos os outros componentes e o quanto eles têm “fome” de eletricidade. Assim, 5.000 mAh não é ruim, mas não significa necessariamente maior duração que em outro aparelho com 2.500 mAh, por exemplo.

Conheça mais sobre baterias neste link.

Megapixels

Megapixels (MPs) indicam quantos pixels o sensor da câmera captura se exposto a uma iluminação. Só que a resolução não é o único fator da qualidade da imagem. O ideal é que os sensores também sejam os melhores possíveis pra captar tantos pixels com a mesma qualidade. Muitos megapixels não são ruins, pois permitem a captura de muitos detalhes e uma maior ampliação. Só não seja enganado por um valor exagerado e nem leve isso como única variável. Sempre procure também por funções como estabilizador de imagem ou a qualidade da lente.

Saiba mais sobre o tema aqui.

PPI

A quantidade de pixels presente em cada polegada (ppi) da tela e indica densidade. Quanto mais pixels em um mesmo espaço, melhor a definição a qualidade da imagem. Diz-se que o olho humano mal diferencia uma tela Quad HD de 577 ppi e uma Full HD com 432 ppi. Isso faz ainda menos diferença num aparelho que fica a pouca distância do olho, como um celular. Ou seja, o valor é importante, mas visto sozinho pode não significar muito.

Entenda mais sobre esses valores no TecMundo.

Memória RAM

A memória de acesso aleatório (RAM) armazena os dados dos processos que estão atualmente em execução. Ela faz com que o aparelho reaja mais rápido às ordens, especialmente em multitarefas. Isso depende bastante de como o sistema operacional faz uso dessa memória, e Android, iOS e Windows são universos bem diferentes. A questão é um pouco mais complicada do que parece e envolve um recurso chamado garbage collector, que fica dentro do Java. Tem ainda a forma com que o sistema usa técnicas como compactação de RAM e gerenciamento de cache. O que você deve saber: 4 GB de RAM não é exatamente um exagero e que, ao mesmo tempo e em outro aparelho, 2 GB pode ser mais que o suficiente.

Conheça o caso específico do iPhone neste artigo.

Núcleos de processador

O desempenho do celular depende do balanço entre todos os componentes, não só a quantidade de núcleos de um processador. Pra começar, os cores normalmente são de dois conjuntos (clusters) diferentes que realizam funções específicas. Ao comparar um aparelho com outro, temos que levar em conta também que eles podem ser inseridos em chips de diferentes arquiteturas. Um octa-core não significa necessariamente melhor desempenho que um quad-core, mas sim a chance de gerenciar com mais alternativas o que cada núcleo vai fazer melhor. Se feito da forma correta, isso pode gerar mais eficiência e economia em energia.

Veja neste link mais detalhes sobre a divisão por núcleos.

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