O sonho de comprar ou trocar de celular vai ficar mais caro no Brasil. O motivo é o fim da isenção da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins na venda varejista de eletrônicos. 

A incidência do imposto entra em vigor a partir de dezembro deste ano e pesará no bolso do consumidor, que terá que arcar com a despesa. “O preço dos smartphones ficará cerca de 10% mais caro, e o aumento será repassado integralmente ao cliente”, esclarece Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em depoimento à imprensa.

A alta no preço, que deve ser ainda maior devido à cotação do dólar, pode alterar os hábitos dos consumidores de eletrônicos. Quem já tem o dinheiro disponível antecipará as compras de Natal e a troca do aparelho para usufruir do valor antes do reajuste. Os fãs de produtos da Apple devem correr mais ainda com o lançamento do iPhone 6S previsto para novembro, e a consequente diminuição dos preços de outros modelos da marca.

Procura por seguros também pode aumentar

Nesse cenário, os smartphones ficam mais valiosos e visados. “Proteger o aparelho com um seguro pode ser a melhor tática para evitar gastos inesperados. Quem tem o celular roubado ou danificado quer soluções rápidas e baratas”, aconselha Marcello Ursini, presidente da corretora Bem Mais Seguro.

Na ponta do lápis, o consumidor pode gastar cerca de R$ 319 a mais com um iPhone 6 (16GB), R$ 229,90 com um Samsung Galaxy S5 e R$ 89,90 extras ao adquirir um Moto G terceira geração, por exemplo. A tendência de novos aparelhos cada vez mais caros está fazendo as pessoas considerarem a contratação de seguro para celulares. 

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