Quando as telas dos celulares tinham um tamanho mais humilde – com resoluções risíveis –, ninguém ligava muito para o que era exibido nela, a não ser uma ou outra partida do saudoso Snake. Porém, bastou a tecnologia avançar e os displays ganharem uma encorpada considerável para que a reprodução de conteúdo multimídia se tornasse algo mais do que popular na plataforma mobile. Uma pesquisa da Ericsson mostra que essa relação entre a dimensão dos dispositivos e consumo de vídeos anda crescendo em um ritmo bem alto.

É um ciclo constante: ao mesmo tempo que smartphones maiores incentivam os usuários a consumir esse tipo de material, a aceitação do formato faz com que os novos dispositivos dediquem um espaço ainda maior para as telas. Para exemplificar a influência desse tipo de atividade, a companhia focou uma parte de seu estudo nos hábitos do consumidor brasileiro, levantando números impressionantes e mostrando que o mercado local também segue a tendência do que acontece em praticamente todo o mundo.

Semanalmente, no Brasil, 52% dos usuários de celular assistem a vídeos curtos no aparelho, enquanto 35% afirma que conferem filmes completos na plataforma – palmas para quem debulha a trilogia de “O Senhor dos Anéis” no ônibus. Achou muito? Se prepare porque essas porcentagens só tendem a crescer. Isso é indicado pelo aumento de 51% no tempo gasto com vídeos nos smartphones entre 2012 e 2014, fazendo com que o consumo desse conteúdo no pais pulasse de quatro para mais de seis horas todas a semanas.

Para o alto e avante!

Os planos de dados móveis é que sofrem com esse novo costume do público, já que a transmissão de vídeo representa atualmente 45% de todo o tráfego nas redes mobile, com a expectativa que chegue a 60% em 2020 – com o consumo de vídeos crescendo 55% ao ano até lá, podendo multiplicar em 13 vezes os números atuais. Claro que uma série de recursos e formatos oferecidos pelos próprios produtores e provedores de conteúdo contribuem para esse crescimento veloz.

Isso inclui a popularização de serviços de streaming como Netflix – que permite a transmissão de produções extensas e de alta qualidade – e as novas tecnologias adotadas por portais tradicionais como o YouTube, com seus clipes em resolução 4K ou com a badalada visão em 360 graus. Outro fator que mostra como a demanda por esse material é absurdamente grande é o investimento cada vez maior em integrar vídeos às redes sociais, com vídeos de todos os tipos se tornando bem comuns na timeline de usuários do Facebook e Instagram, por exemplo.

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