Segundo informações levantadas pela IDC Brasil, o ano de Copa do Mundo, eleições, escândalos de corrupção e desaceleração econômica não foi o bastante para frear o crescimento do mercado de smartphones do país no terceiro trimestre de 2014. De acordo com o estudo da empresa de consultoria, foram vendidos 15,1 milhões de celulares inteligentes entre os meses de julho e setembro deste ano.

Esse montante representa um crescimento de 11% em comparação ao período anterior e um aumento de 49% nas vendas com relação ao mesmo trimestre de 2013. Para o analista Leonardo Munin, um dos fatores que contribuem para a popularização dos smartphones é a oferta de aparelhos cada vez mais baratos, com preços médios que foram de R$ 900 no começo de 2011 para R$ 590 no período de julho a setembro deste ano.

Ainda tratando de preços, o IDC destaca que os aparelhos intermediários (de R$ 450 até R$ 900) ultrapassaram os de entrada (até R$ 400) e já representam metade do mercado brasileiro. Munin acredita que o movimento é positivo e mostra que “o consumidor está entendendo melhor a questão do custo benefício e concluindo que o preço mais alto significa um aparelho também com mais qualidade e recursos”.

Mais concorrência

Somando-se ao conhecimento crescente do público, o analista acredita que o comportamento das redes varejistas também influi nas vendas de smartphones. “O consumidor tem familiaridade com as grandes lojas, sente segurança para realizar o negócio e ainda conta com crédito fácil”, diz.

Além dos bons resultados no varejo, o smartphone tem tido uma parcela representativa no bolo de produtos de tecnologia. "Se juntarmos celulares inteligentes, tablets e PCs em uma mesma categoria vamos ultrapassar os 72 milhões de aparelhos vendidos, sendo 55 milhões apenas de smartphones, número que evidencia sua importância para o mercado de TI”, afirma Munin. No período também foram vendidos 4,7 milhões de feature phones.

Outra comparação trazida por Munin refere-se ao aumento no número de fabricantes no mercado, que passou de 55, em 2010, para 194, em 2014. Dos aparelhos vendidos no terceiro trimestre deste ano, 91% tinham Android como sistema operacional, com o segundo lugar ficando com o Windows Phone – que ultrapassou o iOS depois de dois trimestres no terceiro lugar.

A onda dos phablets

Ainda de acordo com o estudo da IDC Brasil, outra tendência que continua com força é a adoção das telas grandes pelo público. Em 2011, 93% do mercado era composto de aparelhos com displays abaixo de 4 polegadas e, em 2014, projeta-se que o mercado de smartphones termine o ano com mais de 63% de visores acima dessa medida.

Com relação aos phablets, a IDC acredita que 50% do mercado mundial será composto por dispositivos dessa categoria até o final de 2016. No Brasil, esse índice deverá ser atingido até 2018. A previsão demonstra o forte crescimento dessa variedade de aparelhos, já que os smartphones com tela acima de 5 polegadas representavam cerca de 7% do mercado no ano passado e agora já devem representar 15% do total de celulares inteligentes.

Novo recorde

Além de divulgar os resultados do estudo, a IDC Brasil mostrou dados apurados do quarto trimestre de 2014, que apontam para a quebra de um recorde. “Outubro de 2014 foi o mês com o maior número de vendas de smartphones da História. Foram mais de 7 milhões de aparelhos vendidos e, a título de comparação, apenas 2 milhões a menos do que foi vendido em todo o ano de 2011”, afirma Munin, atribuindo parte desse movimento à Black Friday.

Por fim, o analista indica que a consultoria e-bit revelou que os smartphones foram os itens mais procurados na Black Friday deste ano. “As receitas e pedidos no varejo online de celulares cresceram mais de 600% em comparação com 2013”. Para todo o ano de 2014, a IDC estima vendas de 55 milhões de celulares inteligentes. Agora só nos resta esperar que os números positivos atraiam a atenção das empresas para a importância do mercado brasileiro.

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