Uma mulher malaia morreu eletrocutada por seu smartphone na última sexta-feira (15/4) em Kuala Lumpur, capital da Malásia, por volta das 23h30. Segundo seu marido, ela estava fazendo uma chamada no momento do acidente, mas não foram dados detalhes do modelo do smartphone e informações sobre a procedência do carregador.

Atualização 19/04 - 16h30: mais tarde, foi confirmado que o dispositivo era um HTC One M8

A vítima, de 30 anos, se chamava Suhana Mohamad e foi socorrida pelo marido logo após o acidente, mas chegou já sem vida ao hospital universitário da capital do país. As informações foram dadas à imprensa pelo chefe de polícia da região, Abdul Ghani Mohamad Ji.

O marido de Suhana, policial da divisão antiterrorismo da Malásia, disse a um jornal local mais tarde que o acontecimento foi muito repentino. Não se sabe se ele tentou reanimá-la antes de levá-la ao hospital.

Versões originais desses acessórios são caros e estragam facilmente, o que encoraja a compra de produtos paralelos

Apesar de não sabermos que dispositivo era o da vítima ou se ela estava ou não utilizando um carregador paralelo durante sua conversa por telefone, especialistas da indústria têm afirmado repetidamente que acessórios não originais possuem grandes chances de causar acidades como esse.

Para cortar gastos e tornar o produto mais barato, cabos e carregadores que não passam pelo crivo de nenhuma marca de celular não são normalmente certificados e testados adequadamente. Infelizmente, as versões originais desses acessórios muitas vezes são bem caras e estragam facilmente, o que encoraja a compra produtos paralelos.

Rastro de morte

No ano passado, uma mulher em Hong Kong chegou à emergência de um hospital da cidade com os dedos queimados depois de usar seu smartphone enquanto ele era carregado. Em 2013, um homem entrou em coma em Pequim depois de ser eletrocutado por seu iPhone 4S que estava sendo carregado com um carregador pirata.

No mesmo ano, outra mulher na China morreu eletrocutada ao atender uma chamada em seu iPhone 5 enquanto ele estava conectado à tomada. A Apple chegou a investigar esse último caso e, dois meses depois, passou a dar descontos na compra de um carregador de iPhone novo e original em suas lojas quando os clientes entregavam um modelo falsificado em troca.

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