(Fonte da imagem: Floating Structures)

Sala, dois quartos, cozinha, banheiro, área de serviço e garagem para duas lanchas e um jet-ski. Pode até parecer absurda, mas a descrição acima é completamente verídica e cada vez mais comum. Morar em alto-mar não é uma ideia nova, mas está cada vez mais fácil e confortável manter uma residência fixa sobre as águas.

O conceito é muito mais comum em outros países do que no Brasil, contudo as casas flutuantes já existem em território nacional. Alguns hotéis na Amazônia, por exemplo, oferecem suítes para os seus hóspedes cujo endereço está em constante movimento.

Uma ideia de futuro?

(Fonte da imagem: Float Home Sales)

Austrália, Canadá, China, Alemanha, Índia, Holanda, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. Essas são algumas das localidades em que o conceito de morar em cima da água já vem sendo adotado. A procura cresce à medida que melhores condições de habitação são oferecidas para os consumidores.

Algumas construções chegam a ser tão luxuosas quanto às residências convencionais, com luz elétrica, água encanada, acesso à internet e TV por assinatura. Porém, morar em uma casa como essa não significa liberdade total ou independência de impostos territoriais. Uma legislação específica regula a moradia em alto-mar e sempre é necessário que haja um vínculo com uma cidade, na qual serão recolhidos os impostos e pagas as taxas dos serviços essenciais.

A proposta de morar sobre a água já é antiga e os primeiros relatos datam da década de 40. Entretanto, até bem pouco tempo não era possível oferecer uma infraestrutura de qualidade, a ponto de fazer as pessoas se questionarem se valia a pena ou não ter como endereço um lugar cercado de água por todos os lados.

Condomínios marítimos

As casas flutuantes funcionam como uma espécie de barco, podendo ser ou não motorizadas. As residências são construídas sobre uma estrutura de aço tubular, similar à utilizada nas balsas, o que garante que a habitação se mantenha estável e firme, mesmo com maré alta ou baixa.

As casas flutuantes de Seattle formam um dos condomínios mais conhecidos do gênero. O projeto chama a atenção pela integração das casas com o ambiente e a vista para a cidade que as residências proporcionam. Embora pareça radical, a ideia das casas sobre a água é considerada pelos engenheiros muito mais inteligente do que as construções à beira-mar.

“A única diferença entre as casas construídas sobre a água e as demais é o tipo de fundação utilizada”, destaca David Beard, diretor executivo da empresa britânica Floating Concepts. Somente no Reino Unido, a British Waterways, entidade pública que gere a navegação no país, afirma que cerca de 15 mil pessoas possuem uma residência nesse estilo.

Em termos de custos, uma residência flutuante ainda tem um valor de mercado um pouco acima das convencionais, não por fatores de construção, mas pelo simples fato de a demanda ser menor. Uma casa com um quarto, sala, cozinha e banheiro pode ser encontrada nos EUA por aproximadamente US$ 110 mil.

Uma solução viável?