A Formula E está sendo a porta de entrada para o automobilismo do futuro: carros totalmente elétricos e, agora, com uma categoria específica para veículos autônomos. Nós já falamos sobre a Roborace aqui e, no último dia 18, a primeira corrida com os veículos de competição sem pilotos finalmente aconteceu – só que com um desfecho que talvez não fosse esperado pelos organizadores.

Embora os dois DevBots, como são chamados os carros, estivessem se virando relativamente bem no circuito de rua de Buenos Aires, chegando a atingir 185 km/h, um dos bólidos (o DevBot 2) atacou uma das curvas de forma muito agressiva e se chocou contra uma estátua.

Justin Cooke, responsável pelo marketing da Roborace, descreveu o acidente: “Um dos carros estava tentando fazer uma manobra e acelerou tudo que dava, acabou entrando na curva muito rápido e pegou na borda de uma das barreiras”. A organização até encarou a situação com bom humor, dizendo que “nenhum piloto se feriu”, mas, ainda assim, fica evidente de que a tecnologia ainda tem um longo caminho a percorrer.

De qualquer forma, o evento ainda foi encarado como um teste, já que é muito difícil estabelecer os limites do sistema autônomo sem colocá-lo em uma situação real de corrida e os ajustes feitos em decorrência dos erros é que vão ser determinantes para a continuidade da categoria.

Atualizado: A organização do evento soltou um vídeo da batida em mais um episódio de uma série que está sendo produzida para mostrar a jornada da criação da RoboRace. O acidente acontece a partir dos 2:50 (e um agradecimento especial ao nosso leitor Fernando Rodrigues pela indicação!).

“É fantástico para nós porque quanto mais tivermos esse tipo de momento, mais poderemos aprender e entender qual foi a lógica por trás da decisão do computador e seus dados”, explicou Cooke. Inclusive, na parte de segurança, houve um moment em que um cachorro entrou na pista e o DevBot 1 conseguiu identificá-lo e reduzir a velocidade para evitar um acidente.

A ideia é que, no futuro, a Roborace conte com 10 equipes, cada uma utilizando um software de inteligência artificial diferente – já que os carros são guiados inteiramente por elas e não de forma remota.