Tirar o teto de um carro pode ser uma coisa muito bacana em vários momentos: pegue a Ferrari, por exemplo, ou a Lamborghini, ou ainda a Mercedes – todas elas têm um apelo muito maneiro de unir velocidade com cabelos ao vento.

Mas eu juro que nunca esperaria ver uma crossover conversível, e foi exatamente isso que a Land Rover resolveu fazer com sua Evoque. O modelo, que já é chamativo por si só, se destaca ainda mais ao sair por aí desfilando sem a parte de cima e permitindo que todos vejam o tamanho do seu sorriso lá dentro.

Talvez o que mais chama a atenção é justamente a contradição no conceito do veículo: é um crossover, uma mistura de carro com SUV... E é um conversível. Fica muito melhor de capota abaixada, vale apontar.

É quase uma afronta aos olhos, mas não no mal sentido e sim porque é simplesmente estranho. É como misturar sorvete com Cheetos bola e descobrir que é gostoso pra caramba – algo que eu duvido muito que sejam, mas, ainda assim.

A motorização é o mesmo quatro-em-linha turbo de 240 cavalos que equipa a versão coupé, que agora tem que mover alguns quilinhos a mais graças aos reforços que são necessários para lidar com a mesma torção da carroceria só que sem uma parte generosa dela. O câmbio também é o mesmo ZF de 9 marchas.

Lá fora, a Range Rover Evoque conversível sai por US$ 52 mil, o que é U$ 5,4 mil mais caro do que a versão normal e dá algo em torno de R$ 166 mil. A versão de topo HSE pode chegar a US$ 64 mil, ou R$ 204 mil por aqui em conversão direta.

Embora houvesse uma previsão de que ela fosse ser lançada aqui no Brasil, você terá que esperar um pouco mais para poder andar sem a capota por aí, já que a Land Rover voltou atrás e não tem confirmação de data para a chegada dela no país.

Ainda assim, se você estiver muito curioso para saber como é o carro em toda sua beleza exótica e conversível, a Land Rover vai trazer um exemplar para o Salão do Automóvel de São Paulo que acontecerá entre os dias 10 e 20 de novembro – e nós estaremos lá para cobrir o evento, então fique ligado!