Os americanos e os europeus são bem sortudos: eles têm acesso a uns brinquedinhos muito divertidos. É o caso do Ford Focus RS, que foi lançado há alguns meses e não precisou de muito para ser considerado o melhor hot hatch do mundo – uma pena que aqui no Brasil a gente só vá vê-lo em sonhos ou caso algum endinheirado resolva investir muita grana para trazer um exemplar.

O segundo caso vem pelas mãos da Hyundai, que vai anunciar a nova geração do i30 em breve: é o RN30, fruto das mentes geniosas sob o comando de Albert Biermann e que estão bem empolgadas com as aventuras da montadora coreana no rally. Ele deve rivalizar com modelos que vêm ganhando popularidade na Europa, como é o caso do Peugeot 308 GTI e do Seat Leon Cupra.

Na verdade, a Hyundai já está pensando em uma versão ainda mais potente, o sucessor do RN30, que a marca não esconde que deverá ser desenvolvido para brigar com quem realmente interessa hoje na área dos hatches: o Focus RS.

Render feito pela Autocar de como pode ser o hot hatch que sucederá o i30N

“Estamos olhando para ele, e eu não excluiria a possibilidade de fazermos no futuro, mas depende do como a nossa empresa vai crescer”, explicou Biermann. “Se fizermos um carro de performance de alto nível agora, talvez seja um passo muito rápido para nossos clientes e nossas concessionárias. Mas, no futuro, eu consigo ver a Hyundai fazendo um veículo de alta performance no segmento C. Aí, é claro, ele precisaria ter tração integral”.

A ideia é que o primeiro RN30 tenha tração dianteira e um motor 2.0 turbo que vai produzir em torno de 260 cavalos e vir com um diferencial de deslizamento limitado como opcional. Seu possível sucessor, no entanto, deverá se aproximar dos 350 cavalos que o Focus RS gera com seu motor turbo 2.3.

A pergunta é: os clientes da Hyundai estão preparados para comprar um carro com uma pegada mais esportiva a ponto de justificar um modelo ainda mais potente? Essa é uma resposta que o próprio Albert Biermann não tem. “O modelo base não terá tração integral, mas você conhece a Hyundai: se pensamos que algo é bom para nossos clientes, a gente faz”, finalizou.

Trezentos e cinquenta cavalos? Tração integral? Se os clientes não estão preparados, eu estou, Hyundai.