Autostandt

Fonte: Autostandt.

Não é novidade para nenhum motorista que a frota de carros nas grandes cidades está aumentando. Além dos problemas de congestionamento, isso faz com que a árdua tarefa de encontrar uma vaga para deixar o carro se torne cada dia mais difícil. E já que o espaço também é limitado nos centros urbanos, a solução encontrada pelos estacionamentos é adotar a tecnologia das formas mais ousadas.

A tecnologia a favor da baliza

Várias marcas dão uma mão ao motorista implementando câmeras e sensores de estacionamento em alguns de seus modelos. Embora não acabe com o problema da falta de vagas, isso facilita o trabalho do motorista ao “aproveitar” espaços difíceis de manobrar, além de reduzir o tempo para a baliza.

Espelho retrovisor com tela de LCD.

Fonte: Ford.

Também visando reduzir a penitência em busca de um lugar para estacionar, alguns shoppings já adotaram um sistema, no mínimo, interessante. Por exemplo, no MorumbiShopping, em São Paulo, cada vaga possui um sensor que acende uma luz vermelha quando o espaço estiver ocupado, e verde quando estiver livre. Também existem placas posicionadas em pontos estratégicos, que apontam para as vagas livres.

Indo um pouco mais longe nessa história da automação veicular, a Google está desenvolvendo uma tecnologia que permite aos carros, literalmente, se pilotarem sozinhos. Dessa maneira, bastaria que parássemos o carro em qualquer lugar da rua para que um software se encarregasse do estacionamento.

Automatizando o processo

E se, em vez de auxiliar o motorista a manobrar o carro, a tecnologia pudesse ser utilizada para automatizar completamente o processo? Dessa forma, estacionamentos poderiam ser construídos na forma de prédios, com um grande aproveitamento de espaço.

Surge então o conceito das construções automatizadas, com sistema de elevadores inteligentes onde toda a administração das vagas é feita por software. O vídeo acima apresenta o modelo de funcionamento de um projeto de 10 andares e capacidade para mais de 500 carros.

O cubo

Embora não conte com o mesmo visual futurista, o estacionamento “The Cube” de Birmingham, Reino Unido, fez um investimento de mais de 2 milhões de libras para dispensar os manobristas.

The Cube

Fonte: BBC.

Após validar seu ticket na entrada, basta estacionar o veículo em um elevador e deixar que o maquinário encontre uma vaga no subsolo. Para retirar o veículo, o motorista apresenta o mesmo ticket a um leitor digital, para que o veículo seja devolvido rapidamente em apenas 2 minutos.

Em formato de prédio

Um estacionamento de Moscou, Rússia, consegue alojar 34 carros em um espaço de apenas 100 metros quadrados. Como? Com a ajuda de um elevador e de um prodigioso sistema capaz de rotacionar os carros e posicioná-los nas vagas. Ao contrário do sistema adotado pelo “The Cube”, aqui é necessário que um ser humano opere o maquinário.

Estacionamento de Moscou.

Fonte: ilya varlamov/ Live Journal

O sistema trabalha com um único eixo e tem capacidade de apenas quatro carros por andar. Mesmo assim, estacionamentos assim ocupam muito menos espaço do que as tradicionais rampas veiculares e poderiam eliminar da capital russa a fama de “lugar onde todos estacionam onde querem”.

Atração turística

Mas a construção mais surpreendente encontra-se na Autostadt, o “parque temático dos automóveis” localizado em Wolfsburg, Alemanha. Conectadas à fábrica da Volkswagen, estão duas torres de vidro com 60 metros de altura em que os veículos recém-fabricados são guardados. Cada torre conta com dois elevadores com capacidade de 20 vagas por andar.

Autostandt

Fonte: Autostandt.

A CarTower Discovery, é um passeio por dentro da construção, aberto aos turistas. Dentro de uma cabine de acrílico, seis passageiros são elevados a uma altura de 48 metros como se estivessem dentro de um dos carros. A vaga dedicada ao passeio proporciona uma ampla vista do parque, pena que os demais veículos não demonstrem sua satisfação.

Autostandt

Fonte: Autostandt.

E no futuro?

Embora já estejam em atividade, os estacionamentos acima ainda são pouco comuns e estão mais para atrações curiosas do que para soluções aos grandes centros. Se por um lado representam um alto investimento, por outro eles poderiam acabar de uma vez por todas pela procura por vagas. O processo automatizado também reduz as chances de pequenos acidentes e arranhões no momento da baliza.

A tendência é que os carros, aos poucos, assumam dimensões menores e adotem fontes de energia renováveis no futuro. Não é difícil imaginar construções imensas revestidas de painéis de captação solar, onde carros elétricos seriam recarregados enquanto estão estacionados.