(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Há 50 anos, ninguém seria capaz de imaginar que um dia teríamos aparelhos celulares. Na metade do século passado, os rádios e os fonógrafos eram o equipamento utilizado por aqueles que queriam ouvir música ou ficar por dentro das informações que aconteciam no mundo.

Nos anos 80, o walkman engoliu as duas tecnologias e tanto o rádio quanto a experiência de ouvir música foram para dentro do aparelho. Na década seguinte, os aparelhos de MP3 colocaram fim à trajetória dos walkmans. Nos últimos anos, os smartphones absorveram os MP3 Players e, aos poucos, vão se transformando em verdadeiros computadores.

Para o pesquisador Sugata Mitra, professor do MIT, é muito provável que a evolução continue e, por conta disso, os smartphones deixem de existir nos próximos anos, sendo incorporados por outras tecnologias. Segundo ele, gadgets implantados em nosso corpo ou ligados diretamente ao cérebro serão os responsáveis por essa função.

Novas formas de educar

Assim como os aparelhos evoluem, os métodos educacionais também devem ser modificados ao longo dos anos. Mitra citou um exemplo seu em sala de aula, quando perguntou aos alunos se queriam aprender trigonometria. A reação imediata foi negativa. 

Contudo, ao perguntar como funcionava um GPS, todos os estudantes empolgados mostraram em um tablet a sua aplicação prática. “Insisti para que eles pesquisassem como é o que o tablet faz para mostrar a localização precisa”, explicou. Os alunos então descobriram que o processo é feito utilizando satélites para cruzar as informações.

“Mas como é que o satélite faz isso? Ao pesquisarem novamente, os estudantes descobriram que ele utiliza cálculos trigonométricos para fornecer a resposta exata”, destacou. Por fim, ele perguntou novamente. “Vamos aprender então a fazer os cálculos trigonométricos que um satélite faz?”. A resposta imediata foi positiva e o interesse cresceu consideravelmente.

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