Os e-readers podem ser vendidos por metade do preço atual em um futuro próximo. (Fonte da imagem: Reprodução/Gizmag)

Nesta terça-feira (18), a Amazon divulgou para a imprensa que vai começar a trabalhar em parceria com o governo federal brasileiro. O objetivo disso é o de digitalizar mais de 200 obras didáticas utilizadas em instituições de ensino do Brasil — no entanto, não foram especificados quais títulos vão passar pelo processo de conversão.

De acordo com o que está sendo divulgado, o Ministério da Educação (MEC) escolheu o aplicativo Whispercast para que o trabalho fosse realizado, sendo que a Amazon está cedendo a ferramenta de forma gratuita. Sendo assim, os gastos ficam por parte da companhia estrangeira, que não divulgou o tamanho do seu investimento.

Um país com mais leitores

Apesar disso, o diretor geral da operação brasileira, Alex Szapiro, afirmou que a digitalização dos livros didáticos vai servir para popularizar a tecnologia da Amazon no Brasil, assim como impulsionar o hábito da leitura no Brasil (isso levando em consideração que a conversão facilitaria o acesso da maioria dos brasileiros aos livros).

O software Whispercast trabalha convertendo os livros para o formato Kindle, feito para os tablets da empresa que contam com o mesmo nome. Acontece que esse tipo de codificação também é aceito em computadores, tablets Android e iPads, facilitando a leitura dos arquivos em diferentes tipos de situação, assim como acontece nos EUA.

Segundo os dados da Câmara Brasileira do Livro e que foram divulgados pelo G1, os títulos didáticos correspondem a 35% do faturamento de toda a indústria brasileira de livros (esse número leva em consideração versões físicas e digitais). É por conta disso que o governo espera que o projeto fomente e leitura no Brasil.

Pode ser mais benéfico ainda...

E a iniciativa já está em andamento. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) utiliza o aplicativo da Amazon para distribuir seus livros para professores do ensino médio. Além disso, há dois anos, o MEC comprou mais de 380 mil tablets para profissionais da área da Educação, algo que também deve facilitar o acesso às obras digitais.

Por fim, há um projeto no Congresso para que os e-readers sejam isentados de impostos e sejam taxados como livros de papel. Com isso, esses dispositivos poderiam ser até 50% mais baratos, assim como afirma Szapiro — e essa economia seria repassada pela Amazon para os consumidores, de modo que o Kindle poderia custar apenas R$ 150.

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