Dilma Rousseff junto ao presidente francês François Hollande (Fonte da imagem: Reprodução/Reuters)

O Brasil acaba de ganhar um aliado de peso em sua luta contra a espionagem eletrônica promovida pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). Em uma visita ao Palácio do Planalto na última quinta-feira (12), o presidente da França, François Hollande, mostrou profundo interesse em colaborar com o governo brasileiro na criação de políticas mais rígidas no âmbito de privacidade digital e defesa cibernética. “Queremos ser sócios na construção de uma ordem mundial mais justa, mais igualitária e democrática”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff em um comunicado oficial feito à imprensa.

Hollande, por sua vez, reiterou o apoio da França em relação às iniciativas do governo Dilma quanto ao polêmico assunto, elogiando, inclusive, as medidas tomadas pela presidente para zelar pela proteção de dados privados dos cidadãos. Entre os acordos já firmados entre Brasil e França na área de tecnologia da informação, destacam-se a aquisição de um supercomputador da companhia francesa Bull e a criação de dois centros de pesquisa científica em nosso país – um em Petrópolis (RJ) e outro na capital fluminense.

Para a presidenta, tais ações pactuais devem ajudar o Brasil a entrar em na elite mundial da supercomputação a partir do ano de 2016, quando o aparelho francês deverá ser entregue. Vale lembrar que a França mantém parcerias estratégicas com o governo brasileiro desde 2006; contudo, com o recente escândalo da espionagem norte-americana direcionada às forças políticas de ambos os países, essa parceria deve estreitar ainda mais.

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