João Rezende, presidente da Anatel. (Fonte da imagem: Reprodução/AgênciaBrasil)

Se você acompanha as notícias sobre a conexão 4G no Brasil, deve saber que as companhias que pretendem trabalhar com essa tecnologia precisam comprar faixas em determinadas frequências que vão ser utilizadas para este fim — e isso já está acontecendo, de modo que algumas empresas já estão se preparando para oferecer novos pacotes aos seus clientes.

O próximo leilão vai ofertar faixas da frequência de 700 Mhz, mas uma iniciativa da Anatel está criando confusão com duas grandes operadoras, a Claro e a Oi. Tudo começou com a afirmação do presidente da Agência Nacional das Telecomunicações, João Rezende, de que companhias com pendências judiciais não vão poder participar da compra.

Por conta disso, as duas companhias citadas anteriormente — e que se recusaram a comentar sobre o caso — não vão poder entrar no leilão. Isso acontece pelo fato de que a Claro e a Oi estão com problemas relacionados a indenizações que foram determinadas pela própria Anatel, no mês de junho deste ano.

A questão é sobre dinheiro...

O problema começou com a compra de faixas da frequência de 2,5 Ghz pelas que já eram utilizadas por TVs por assinatura por microondas. Para que as duas operadores possam utilizar esse “espaço”, as empresas de televisão precisaram encerrar as suas atividades, resultando em uma indenização de R$ 104,7 milhões que deveria ser paga pela Claro e Oi.

Por conta do alto preço, as duas empresas decidiram entrar na justiça para diminuir o valor da indenização. O caso das duas operadoras ainda não foi resolvido, de maneira que a iniciativa da Anatel proíbe a participação delas no novo leilão — no entanto, ainda não é que o impedimento vai realmente acontecer.

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