A Qualcomm está apresentando a edição 2016 do Índice Qualcomm de Inovação da Sociedade (QuISI). O estudo foi realizado pela fabricante de processadores ao lado da consultoria IDC e analisou o quanto as pessoas, as empresas e as esferas do governo estão preparadas para compor uma sociedade tecnologicamente inovadora.

O Brasil conseguiu manter a mesma posição de 2015, com um leve crescimento, partindo de 14,77 para 15,67 pontos. Isso colocou o país em terceiro lugar entre os países da América Latina, ficando atrás da Argentina e do México, primeiro e segundo lugar, respectivamente.

O objetivo da Qualcomm com o QuISI é identificar o grau de inovação no Brasil

Isso significa que os brasileiros continuam sendo grandes consumidores de tecnologia. A Qualcomm comenta que destaque está no consumo de smartphones, além de notar o uso amplo de redes sociais.

O QuISI 2016 também mostrou, por exemplo, que 54% dos investimentos em TI realizados no país são em hardware — indicando que o Brasil ainda investe na criação de uma base que sustentará o desenvolvimento de outras tecnologias e plataformas. Sobre a Internet das Coisas (IoT), a atual proporção de investimentos é de apenas 0,76% do PIB (Produto Interno Bruto), mostrando que há um potencial de crescimento no Brasil.

“O objetivo da Qualcomm com o QuISI é identificar o grau de inovação no Brasil, analisar o atual cenário e identificar oportunidades, ferramentas e caminhos que estimulem uma maior adoção de novas tecnologias no país, contribuindo também para o aumento da inclusão digital”, afirma Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm para a América Latina.

Veja, abaixo, alguns pontos interessantes que o estudo da Qualcomm e da IDC está mostrando:

  • 55% dos entrevistados afirmam que nos últimos 12 meses passaram a consumir menos voz e mais dados nos pacotes de seus smartphones 
  • Entre as principais atividades que realizam com o smartphone estão tirar fotos (83%), fazer ligações telefônicas (82%) e comunicação por mensagem (81%) 
  • Quando o assunto é produto vestível (wearable), 53,8% dos entrevistados se dizem interessados em ter o equipamento, mas que o fator preço ainda influencia a decisão de compra 
  • Entre os que pretendem adquirir um produto vestível, 61,8% desejam um Smart Watch (no ano passado, esse percentual foi 68%). Já o número de entrevistados que desejam um Fit Band aumentou de 28%, em 2015, para 35,8% neste ano 
  • Entre os benefícios que os entrevistados buscam ao adquirir um produto vestível estão: ser mais produtivo (32,8%), ser mais ativo ou “fitness” (19,4%) e estar atualizado (15,5%) 
  • A pesquisa mostra que 52,7% adorariam ter um carro conectado, mas ainda aguardam uma estabilização do preço para realizar a compra 
  • Entre os principais benefícios apontados por quem tem ou quer ter um carro conectado está o acesso a mapas (81%) e a informações sobre trânsito (68%) 
  • Entre os entrevistados, 62,7% sabem o que é uma casa conectada, mas apenas 1,5% a possui de fato 
  • Os maiores benefícios, entre os que já usufruem da tecnologia, são sistema de segurança (83%), iluminação (63%), eletrodomésticos (52%) e controle de temperatura do ambiente (53%)

Dados corporativos

  • Os três principais segmentos de uso corporativo de IoT em 2016 foram: monitoramento de frotas (US$ 875 milhões), edifícios inteligentes (US$ 425 milhões) e operações de manufatura (US$ 411 milhões) 
  • O número de entrevistados que afirmam ter soluções de IoT já implementadas aumentou de 9% em 2015 para 13% neste ano 
  • 14% dos entrevistados planejam implementar algum tipo de solução de IoT em até dois anos (5% nos próximos 12 meses e 9% entre 12 e 24 meses) 
  • 6% das companhias têm mais de 75% de seu quadro funcional apto a trabalhar remotamente, o que mostra oportunidades para aumento da conectividade dentro das empresas

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