Disposto a apostar em uma “mudança de ares” para renovar uma franquia que já existe há quase 29 anos, Final Fantasy XV é um título que vem chamando muita atenção tanto de quem já acompanha a série quanto daqueles que estão se interessando agora. Uma das mentes por trás não somente do novo título quando de muitos outros FF é Shinji Hashimoto, produtor do game que atua há 21 anos na Square Enix.

Uma lenda para os fãs do gênero RPG, ele esteve envolvido diretamente na produção do Final Fantasy VII original, participou do desenvolvimento de vários outros títulos da franquia e foi um dos principais responsáveis pelo surgimento de Kingdom Hearts. Presente na BGS 2016 para falar sobre FFXV, Hashimoto conversou com o TecMundo Games a respeito desenvolvimento do jogo, suas novidades e a experiência multimídia ao redor do game, entre outras coisas.

Com ajuda de Igor Inocima, o TecMundo Games conversou com Shinji Hashimoto durante a BGS 2016

Novos tempos, novos desafios

Com toda a sua experiência, Hashimoto explica que os desafios do desenvolvimento de games mudaram bastante ao longo dos anos. “Antigamente, havia um limite de hardware, memória, CPU, que impedia que os criadores expressassem tudo o que queriam em um jogo. Hoje em dia é um pouco ao contrário”, afirma.

“Esse limite tecnológico deixou de existir, mas, ao mesmo tempo, a competição também aumentou, então precisamos nos esforçar cada vez mais, seja na parte de design, seja na tecnológica para poder criar jogos que não só superem os títulos anteriores, mas também satisfaçam a necessidade do público atual”, completa o produtor.

Com o hardware atual, há poucos limites sobre o que o desenvolvedor pode fazer

Renovação e transformação

Questionado sobre como a evolução experimentada em FFXV tentaria manter a essência da franquia, Hashimoto ressaltou que a maioria dos elementos tradicionais de Final Fantasy continuam presentes, sejam eles monstros, magias ou invocações. Segundo ele, os episódios da franquia sempre buscaram inovar e, dessa vez, além de vir para os novos consoles, o jogo faz isso por meio da mudança do esquema de “active time battle” para um RPG de ação.

Além disso, há também a alteração da questão da linearidade, que agora ganhar um novo ar com a adição de um mundo aberto. “Então, a essência do Final Fantasy de manter os elementos tradicionais e, ao mesmo tempo, inovar, faz do XV um título digno da série”, acrescenta.

Monstros, magias, invocações e outros elementos centrais de Final Fantasy continuam presentes no XV

Outro ponto em que o novo game se diferencia da maioria de seus predecessores é o fato de ter se desdobrado por vários tipos de mídias, com direito a um desenho animado, um filme e até mesmo jogos menores. Para Hashimoto, isso é fruto de um acompanhamento das mudanças da sociedade ao longo do tempo.

“Hoje em dia, muitos dos jogadores de console também têm um smartphone, então essa relação entre os games tradicionais e os de mobile é bem interessante. E, além disso, lançamos um filme de 100 minutos totalmente em gráficos computadorizados, que foi um grande desafio, mas que achamos necessário para mostrar toda a riqueza do universo do Final Fantasy XV. E espero que o público goste”, pontua o produtor.

Compromisso com a qualidade

Tratando do atraso do lançamento de setembro para 29 de novembro, Hashimoto afirmou que isso foi causado por dois motivos principais. O primeiro foi a decisão de que seria melhor não depender de um patch inicial para que o jogo passasse a experiência desejada,mas sim incluir tudo no disco já no lançamento. Isso permitirá que o título seja apreciado sem problemas sem necessidade de downloads e mesmo por quem tem internet ruim.

Textos em português devem oferecer uma experiência mais pura e original para os fãs

A segunda razão para o atraso, por sua vez, foi a vontade de aproveitar de mais um pouco de tempo para que alguns toques finais e melhorias pudessem ser feitos ao título e fazer com que a obra se torne mais completa para os jogadores. A decisão de adiar o lançamento partiu do diretor, Hajime Tabata, quando ele notou que essas medidas seriam necessárias para que sua visão fosse alcançada.

O produtor ressalta que Final Fantasy XV será o primeiro da série a chegar ao Brasil com textos e legendas em português já em seu lançamento, o que deve oferecer uma experiência mais “pura e original” para os fãs que jogavam em inglês ou japonês. “Isso a gente vê pela própria expectativa dos fãs, e esperamos atender a isso e que eles também gostem do FFXV”, diz Hashimoto.

A ideia é que o atraso permita que o jogo chegue passando a experiência mais completa possível

O que importa é a diversão

Questionado sobre quais outros jogos ou franquias entre os clássicos da Square Enix gostaria de revisitar caso tivesse a chance, o produtor mencionou que continua trabalhando em novas versões de Final Fantasy para plataformas mais novas – exemplos disso são o port de FFIX para smartphones e o remaster de FFXII para os novos consoles. “Poder trazer esses títulos com gráficos melhorados para você jogar com a experiência atual já algo bem gratificante”, pontua.

Em uma mensagem final, Hashimoto recomenda que o público aproveite todo o universo que foi criado em torno de Final Fantasy XV, incluindo o filme “Kingsglaive: Final Fantasy XV”, a animação “Brotherhood” e os jogos para dispositivos móveis. “Tem muita coisa aí para ser explorada e espero que vocês se divirtam com FFXV”, concluiu o produtor.

Via TecMundo Games.

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