Cientistas da TUM, Universidade Técnica de Munique, juntaram-se aos engenheiros da BMW para desenvolver aquele que será o substituto do cobre como condutor elétrico usado nos conectores em automóveis. 

O cobre, que atualmente domina o mercado como condutor em veículos elétricos, tem no alumínio seu principal rival. Isto porque o segundo é mais leve, barato e mais fácil de ser manuseado em comparação com o primeiro. 

O conector, baseado em condutores de alumínio, é chamado de projeto Leiko, que é, basicamente, uma espécie de cápsula envolvida em metal, que garante a estabilidade eletromagnética e mecânica do componente. Para confeccionar o plug, os cientistas projetaramuma espécie de concha metálica que une os contatos de alumínio e os aproxima constantemente.  

Por ser mais leve, estes novos conectores aumentariam a performance do veículo, que ganharia em agilidade e - em tempos de sustentabilidade - ajudaria a reduzir a emissão de carbono em veículos híbridos, que usam combustão como meio alternativo à eletricidade. 

Além disso, com o uso intenso de ligas de alumínio e a aplicação de revestimento de metais preciosos, foi possível redefinir os lugares onde a corrosão estaria mais propensa a acontecer para partes menos críticas no sistema. Antes que o alumínio possa substituir de fato o padrão antigo, alguns obstáculos precisam ser quebrados. O calor, por exemplo, pode fazer com que o material comporte-se de maneira insatisfatória na condução de energia e que os conectores não sejam fixados corretamente. 

O grande – e talvez o único grave – problema na substituição do cobre é, como citado, a baixa condutividade elétrica do alumínio. Porém, o material, quando comparado com cobre, é mais maleável e leve, o que deve reduzir muito as emissões de carbono, já que os veículos ganhariam em agilidade. 

Caso o alumínio vença todas as barreiras tecnológicas que impedem seu crescimento no mercado, os conectores devem entrar em pauta em 2012 como novo padrão a ser adotado. Uma comissão criada pela Fundação Bávara de Pesquisa (BFS) liderará o processo até a plena adoção do modelo, em 2020.

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