Hoje, 19 de janeiro de 2015, marca o 16° aniversário da BlackBerry, ou RIM (Research in Motion), como era chamada até alguns anos atrás. Essa data é, na verdade, o dia do lançamento do primeiro dispositivo feito pela empresa, o RIM 850. O aparelho era uma espécie de pager mais evoluído, que não apenas recebia como também enviava mensagens.

Entre 1999 e 2007, a RIM teve sua escalada para o topo. A empresa era uma das que mais vendiam smartphones no mundo todo, mas esses aparelhos eram bem diferentes do conceito de smartphone que temos hoje.  Eles mais serviam para mandar emails, confirmar compromissos e fazer o habitual dos celulares comuns. O que chamava atenção mesmo era o teclado Qwerty.

Em 2007, as ações da empresa chegaram a marca dos US$ 140, mas quando a Apple lançou seu iPhone com uma tela sensível ao toque e todas as concorrentes embarcaram nessa onda com o Android e outros sistemas operacionais, as coisas começaram a ficar tensas na companhia canadense.

Para tentar responder à ameaça que era o iPhone original, a BlackBerry lançou o Bold 9000. Ele tinha boas especificações para a época, mas não trazia uma tela sensível ao toque nem WiFi. Pouco tempo depois, a Maçã atacou novamente o iPhone 3G. Em 2009, a Motorola lançou sua linha DROID e, naquele período, a briga na categoria smartphones saiu do foco BlackBerry vs. Apple e foi para Apple vs. Motorola e todas as outras.

Segunda chance

O que foi considerado a verdadeira tentativa da empresa de dar a volta por cima foi o Bold 9900. Esse modelo já tinha uma tela sensível ao toque, mas parece que o modelo “não colou”. Ele tinha um design muito semelhante ao do 9000, que não conseguiu uma boa reputação em seu tempo de vida.

Algum tempo depois, a BlackBerry tentou novamente pelo menos conseguiu uma fatia respeitável do mercado com os aparelhos que traziam o BlackBerry 10 como SO, mas nesse ponto o iOS e o Android já estavam muito estabilizados, e uma empresa coreana chamada Samsung já estava em vias de dominar o mundo dos celulares inteligentes.

No último ano, no comando do novo CEO John Chen, a companhia canadense lançou aparelhos conceituados, como o Passport, que aparentemente estancaram a “hemorragia” que a empresa sofreu nos anos anteriores. Apesar disso, ele não é o suficiente para colocá-la nem entre os principais fabricantes de smartphones no Canadá, sua terra natal.

Apesar da atual calmaria na antiga RIM, há boatos que de a Samsung esteja de olho na companhia e estaria oferecendo US$ 7,5 bilhões por ela. A BlackBerry nega.

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