Está acontecendo em Nova York nesta semana uma das edições de 2015 da Disrupt, importante conferência de tecnologia promovida pelo site TechCrunch. Ontem esteve no palco do evento Melanie Shapiro, fundadora e CEO da companhia CryptoLabs, para apresentar o Case. Trata-se de uma “carteira física” que permite a realização de transações com bitcoins de forma segura e descomplicada, segundo a empresária.

O Case é um pequeno dispositivo eletrônico, do tamanho de um cartão de crédito comum, que conta com uma diminuta tela, um leitor biométrico de impressões digitais, uma câmera, um chip GSM interno e um teclado numérico. Quando uma transação precisar ser feita, basta pressionar o botão com o símbolo de bitcoins, escanear o QR code usando a câmera embutida e deslizar sua digital pelo leitor.

A operação toda é realizada diretamente dentro do aparelho, sem que seja necessário usar um aplicativo auxiliar no celular ou mesmo digitar qualquer tipo de senha. É possível até mesmo vender ou adquirir mais bitcoins diretamente do aparato em forma de cartão.

 Múltipla proteção

A proteção das informações contidas dentro de uma unidade do Case é feita em múltiplas camadas. Na primeira vez alguém utiliza a carteira de bitcoins, deve gerar uma chave numérica que ficará gravada no dispositivo permanentemente. A pessoa é quem deve escolher a numeração, uma vez que o dispositivo não vem com nenhuma pré-instalada justamente para que essa não possa ser rastreada.

Também é preciso registrar sua impressão digital no aparelho, que a guarda em um banco de dados criptografado online. Qualquer transação só é autorizada se a chave de leitura biométrica bater com aquela registrada para aquele cartão específico, que possui um código único, como já dissemos acima. O dispositivo autentica a impressão no servidor através de seu chip GSM, que segundo Shapiro, funciona em mais de cem países no mundo sem que seja necessário pagar qualquer tipo de assinatura.

No caso de perda do Case, o usuário ainda pode recuperar os seus bitcoins através de um terceiro mecanismo de segurança, que é uma terceira chave que fica armazenada em um servidor offline que apenas a empresa tem acesso. O interessado deve provar sua identidade se quiser ver suas economias virtuais novamente.

A carteira de bitcoins custa US$ 199 (cerca de R$ 610) e a pré-venda já está aberta para consumidores nos EUA. Os envios começam no verão do hemisfério norte, entre os meses de junho e setembro.

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