(Fonte da imagem: Reprodução/Folha de S. Paulo)

Parece que a moda de negociar imóveis com moedas virtuais não é somente coisa de estrangeiros, já que um brasileiro acaba de entrar na onda. O programador Rodrigo Souza recentemente colocou à venda seu apartamento de 90 metros quadrados na orla da cidade de Santos, no estado de São Paulo, por US$ 250 mil (cerca de R$ 585 mil). No entanto, ele aceita apenas Bitcoins como pagamento, totalizando 450 unidades da moeda na cotação atual.

Souza mora em Nova York há cerca de seis anos e vem tentando vender o imóvel há algum tempo. “Eu não aceito em reais porque, para trazer essa quantia para os EUA, eu iria pagar uma taxa de IOF absurda”, disse o programador à Folha de S. Paulo. Ele afirma quase ter fechado o negócio com um comprador brasileiro no começo do ano, quando o Bitcoin valia aproximadamente U$ 900 (cerca de R$ 2.100), mas a queda na cotação impediu a venda.

O programador trabalhou na Bolsa de Nova York por quase quatro anos e hoje é proprietário de uma empresa de marketing, fazendo uso da moeda para pagar seus funcionários e receber dinheiro de clientes de vários países. “O meu interesse pela moeda surgiu da necessidade de mandar dinheiro para fora dos EUA e também receber de uma maneira rápida e sem nenhuma taxa cobrada”, diz Souza.

Apostando pesado

(Fonte da imagem: Reprodução/Futurecom)

Souza está desenvolvendo uma plataforma própria para reunir corretores que queiram iniciar uma Bolsa eletrônica e afirma que a maioria das pessoas entende o Bitcoin da forma errada. Segundo ele, o dinheiro eletrônico tem todas as características de uma moeda real, mas sua instabilidade faz com que não se comporte como uma. “Hoje, ele é um meio de pagamento pela internet mais eficiente que PayPal ou remessa”, diz.

Para evitar que a flutuação nas cotações faça com que perca dinheiro, o programador afirma não deixar as moedas paradas em sua carteira virtual, imediatamente convertendo os Bitcoins recebidos para dólar. O dinheiro, então, cai em uma conta comum em um banco norte-americano.

Mesmo com a quebra recente de uma grande corretora da moeda virtual, a Mt Gox, Souza acredita que é consideravelmente mais seguro fazer transações em Bitcoins do que com dinheiro “real”. “Há um risco, mas hoje é muito mais fácil alguém entrar no meu internet banking e roubar meu dinheiro”, conclui.

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