Cada vez mais os sistemas de autenticação biométricos têm sido utilizados para aprimorar a segurança de equipamentos eletrônicos, desde notebooks de última geração a smartphones de entrada. No caso dos celulares, o método mais popular de identificação dos usuários é o sensor de digitais, geralmente integrados ao botão Home ou posicionados na parte traseira do aparelho. O problema com isso? Pesquisadores japoneses descobriram que esse tipo de mecanismo pode ser burlado facilmente com uma simples foto.

De acordo com o Instituto Nacional de Informática do Japão (NII), os cibercriminosos andam bem criativos na hora de tentar quebrar as barreiras que protegem os dados armazenados nos dispositivos mobile. O caso parece ser tão sério que basta que alguém registre você mostrando os dedos para que esse material possa ser usado a favor do hacker. “Só o fato de alguém fazer  o ‘V de vitória’ em frente a uma câmera pode fazer suas impressões digitais se tornarem amplamente disponíveis”, explica o órgão.

Os recursos de biometria são ótimos, mas podem ter falhas

Em entrevista a um periódico japonês, o pesquisador Isao Echizen revelou um cenário preocupante: como mesmo os celulares mais simples da atualidade possuem uma câmera razoavelmente competente, qualquer cidadão mais mal-intencionado – e com certa habilidade tecnológica – acaba ganhando muita munição para a prática de cibercrimes. Segundo os levantamentos feitos pelo instituto, se a iluminação do clique estiver no ponto certo é possível recriar a identidade biométrica da vítima sem muita dificuldade.

Os japoneses até desenvolveram uma solução para esses episódios, mas ela não é muito prática

Como escapar de ataques como esse? Bem, os japoneses até desenvolveram uma solução para esses episódios, mas ela não é muito prática. Trata-se de um tipo de película que pode ser aplicada à ponta dos dedos para obscurecer a área quando ela for fotografada, mas que não impede sistemas de leitura de digitais de operarem normalmente. Esse item – uma espécie de papel-filme transparente – utiliza óxido de titânio como componente principal e deve levar cerca de dois anos para ser produzido e disponibilizado em maior escala.

Vitória ou derrota? Aparentemente, esse gesto pode render problemas

Porém, você acha que uma rotina em que é preciso reaplicar uma película regularmente sobre suas digitais é algo sustentável? Ou será que é melhor andar sempre com as mãos no bolso, evitando dar qualquer tipo de “tchauzinho” para a câmera? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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