(Fonte da imagem: James Ives)

Acredita-se que o clima seja uma das forças mais fortes envolvidas nos processos evolutivos de animais e plantas espalhadas pelo mundo. Agora, um artigo publicado na revista Science sugere que a mesma lógica pode ser usada para investigar a adaptação de uma espécie muito particular: o ser humano.

A abordagem usada pelo estudo se apoia na migração geográfica de outras espécies durante o início e fim das eras glaciais e, de acordo com o pesquisador-chefe do trabalho, Dr. John Stewart, esse tipo de conhecimento ainda não havia sido aplicado aos humanos.

“Nós temos tentado explicar muito do que sabemos sobre os humanos, incluindo a evolução e extinção dos neandertais e do hominídeo de Denisova (grupo recentemente descoberto na Sibéria), bem como a forma como eles cruzaram com as populações mais modernas que abandonaram a África. Todos esses fenômenos foram colocados no contexto de como os animais e plantas reagiram à mudança climática. Estamos pensando nos humanos sob a mesma perspectiva que pensamos sobre outras espécies”, complementa Stewart.

Segundo o professor do Museu de História Natural de Londres, Chris Stringe , essas ideias poderiam explicar, por exemplo, como o Homo antecessor e o Homo neanderthalensis evoluíram na Eurásia. Além disso, a ideia de humanos procurando abrigos contra as reações do clima também explicaria a razão pela qual o suposto cruzamento dos humanos modernos com neandertais e denisovanos ocorreu no sul da Eurásia e não no Norte.

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