Cada vez mais poderosos e cheios de funcionalidades, os celulares se tornaram, em pouco tempo, os companheiros inseparáveis de muita gente. Não é raro que esses dispositivos acabem ficando ao nosso lado durante dia e noite, seja no bolso da calça, em cima da mesa do escritório, no criado-mudo ao lado da cama ou usado para uma sessão de jogatina mobile no banheiro, certo? Um dos componentes desses aparelhos, no entanto, pode transformá-los em uma verdadeira bomba-relógio caso não seja manuseada corretamente: a bateria.

Não são tão incomuns os casos de smartphones e tablets que literalmente pegam fogo por algum tipo de mau funcionamento desses itens – seja quando o equipamento está em repouso, carregando ou em pleno uso. Acredite, os consumidores das principais marcas do segmento – e também das mais obscuras – já sofreram com episódios assim, inclusive os da LG, da Samsung ou até mesmo da Apple. Na maioria dos casos, a grande culpada pela situação flamejante é a popular bateria de íon-lítio.

O problema desse elemento é que ele possui um ponto fraco bastante sensível: a instabilidade alta ao ser aquecido a mais de 60 ºC ou ao ter sua embalagem violada

Utilizado em larga escala em dispositivos móveis já há algum tempo, esse tipo de bateria foi escolhido por conta de sua vida útil bastante razoável, por conseguir armazenar bastante energia e não ser afetado pelo chamado “efeito memória”, que torna a bateria “viciada” – ou menos eficiente – depois de algumas recargas parciais. O problema desse elemento é que ele possui um ponto fraco bastante sensível: a instabilidade alta ao ser aquecido a mais de 60 ºC ou ao ter sua embalagem violada.

Como é possível conferir no vídeo no início da matéria – ainda que de um modo bastante exagerado e imprudente –, basta um furo ou contato do material interno da bateria com o exterior para que fumaça, fogo e explosões surjam rapidamente. É de se imaginar que falhas na montagem ou no selamento do componente possam ocasionar o mesmo efeito sem que você precise dar uma facada no item, não é? Assim, vale a pena tomar todo cuidado para que recargas prolongadas e carregadores alternativos não ativem esses possíveis defeitos.

Quente, quente, QUENTE!

Mesmo que tudo esteja dentro dos conformes na produção da bateria, o fator temperatura não pode ser totalmente descartado. Como os aplicativos e jogos mobile andam cada vez mais exigentes e o hardware tenta acompanhar essa demanda com cada vez mais poder de fogo, casos de aquecimento ficam mais comuns, dia após dia. No fim, quando se tem um chipset que torna o smartphone quente o bastante para não ser segurado com as mãos nuas ao rodar um game 3D, pode ser prudente manter uma distância segura do aparelho.

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