(Fonte da imagem: iStock)

Determinado a ampliar a cobertura da banda larga no Brasil, o governo está preparando um grande pacote de investimentos que, somados, ultrapassam a casa dos R$ 100 bilhões. Os ministérios da Fazenda, Comunicações e Planejamento estão discutindo desde fevereiro deste ano um plano para substituir a rede de fios de cobre nacionais por fibra óptica, tecnologia que proporciona conexões 10 vezes mais rápidas.

O projeto se baseia em estudos do Banco Mundial e de auditorias que afirmam que o investimento em conexões melhores se reflete em um crescimento do PIB de um país. Segundo informações obtidas pela Folha de S. Paulo, o tema agrada aos membros do governo, que viram a economia brasileira crescer somente 0,9% em 2012.

O prazo previsto para que os investimentos sejam realizados é de 10 anos. A previsão é que, além de aumentar a velocidade geral da conexão oferecida no país, o projeto crie uma cadeira produtiva capaz de abastecer grandes empresas e abrir o caminho para o desenvolvimento de pequenos negócios.

Modelos em estudo

Dois modelos estão sendo estudados nos bastidores, sendo que o que mais atrai o governo prevê uma divisão de gastos entre órgãos públicos e as operadoras. Nele, as empresas ganhariam de forma definitiva todos os bens recebidos durante a privatização da Telebrás, também conquistando o acesso a linhas de crédito do BNDES.

Calculado em R$ 17,3 bilhões, o espólio da Telebrás — prédios, obras de arte, orelhões e fios — é visto como sucateado pelo governo, que acredita ser uma boa ideia trocá-lo por investimentos em infraestrutura. Para atrair as operadoras, seria eliminada a exigência de obter uma concessão para explorar a telefonia fixa nacional.

Assim, as linhas deixariam de se tornar um regime público para passar a serem exploradas de forma privada. Nesse caso, as empresas teriam a liberdade de definir quesitos como preços, algo que atualmente é responsabilidade do governo.

Já o segundo plano prevê a realização de uma grande licitação nos modos tradicionais. Nesse caso, as concessões de telefonia fixa se manteriam funcionando da mesma maneira que hoje e o espólio da Telebrás continuará intocado.

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