Conheça as etapas de produção dos aviões feitos pela Embraer. (Fonte da imagem: Reprodução/Economia.Uol)

Há algum tempo, publicamos por aqui um artigo sobre os "colossos voadores" – aviões cargueiros gigantescos capazes de alçar voo graças à boa física mecânica. Mas, afinal, como essas máquinas fantásticas são construídas?

A Embraer, fabricante nacional de aeronaves, deciciu explicar de forma condensada as etapas de construção pelas quais passa um avião. Confira abaixo uma breve descrição das principais fases de produção, divididas em cinco estágios de fabricação:

Nota: as imagens foram retiradas diretamente da apresentação animada produzida pela Embraer (disponível neste link).

Estágio 1: Fornecedor

Matérias-primas especiais são utilizadas no processo de fabricação das aeronaves. Propriedades mecânicas de cada um dos materiais devem possuir um deempenho adequado quando submetidas às próximas etapas de fabricação.

Chapa de alumínio. (Fonte da imagem: Reprodução/Embraer)

Baixo custo e resistência mecânica são características de materiais como ligas de alumínio, titânio e aço inoxidável.

Estágio 2: Fabricação das peças

Faz-se, primeiramente, o estiramento do revestimento da fuselagem. Neste processo, a chapa de liga de alumínio é conformada de acordo com a curvatura da fuselagem do avião. Depois, o dimensionamento e ajuste são feitos – os painéis e as janelas, por exemplo, são cortados por uma máquina computadorizada de controle numérico (CNC) de cinco eixos.

Janelas já recortadas em chapas revestidas e conectadas. (Fonte da imagem: Reprodução/Embraer)

Ao final deste segundo estágio de produção, o tratamento superficial e a aplicação de filme anticorrosão são feitos. As chapas de liga de alumínio, depois de devidamente cortadas e curvadas, são direcionadas à próxima etapa de montagem.

Estágio 3: Montagem da fuselagem

Os painéis, já curvados, cortados e revestidos por filme anticorrosão, agora são unidos às cavernas e reforçados por meio de rebitagem (surge, então, um segmento da fuselagem). Em seguida, o processo de selagem é realizado – este é um dos principais eixos de montagem, uma vez que garante a pressurização da cabine evitando, por óbvio, quaisquer vazamentos.

Feito isso, é hora de juntar os segmentos da fuselagem. Essa operação (conhecida pelo apelido de “charuto”) é feita por meio do uso de rebites e cintas (butt-joint splices, em inglês). A instalação dos cabos, dutos e tubos é a etapa seguinte deste estágio de montagem – todo o esquema de fios, sistemas hidráulicos, válvulas e demais equipamentos são instalados.

"Charuto" sendo montado. (Fonte da imagem: Reprodução/Embraer)

Eis que chega  uma das fases mais esteticamente agradáveis da construção da aeronave: a pintura. Depois de finalizadas todas as instalações no “charuto”, ela é realizada em uma cabine fechada, com temperatura e pressão controladas.

Estágio 4: Montagem final

Asas, motores, estabilizadores e trens de pouso são anexados à aeronave nesta etapa. Os sistemas aviônico, hidráulico, de combustível e de comandos de voo, bem como assentos, copa e banheiros, são também instalados. Antes de qualquer aventura pelos ares, ensaios em solo são feitos para averiguar o devido funcionamento dos controles do avião – há, para isso, uma bancada integrada de testes.

Asas, motores e demais peças são adicionadas nesta etapa. (Fonte da imagem: Reprodução/Embraer)

Checados todos os sistemas, os voos de produção são finalmente realizados; todos os aparelhos instalados são colocados à prova nesta fase. Se o voador completar estas etapas com sucesso, um certificado de aeronavegabilidade é então emitido.

 Estágio 5: Entrega

Concluídos os ensaios em solo, feitos os voos de produção e adquirida a respectiva documentação, a aeronave está pronta para ser entregue ao cliente.

Executados os testes com sucesso, o avião é então entregue. (Fonte da imagem: Reprodução/Embraer)

Se você deseja visualizar um gráfico animado produzido pela própria Embraer sobre os estágios de produção de aeronaves listados acima, clique aqui. É claro que detalhes quanto à anexação das turbinas às asas, por exemplo, não são problematizados pelo esquema de animação. Mas é possível – mesmo que de forma resumida e rápida – ter uma noção sobre como os “colossos voadores” são, pelo menos no Brasil, produzidos.