Caso você não saiba, os aviões contam com um pequeno dispositivo chamado de “caixa-preta” (que, na verdade, é laranja) e que serve registra absolutamente todos os dados de voo da aeronave. São elas que ajudam a desvendar as causas de acidentes aéreos quando eles acontecem e, por isso, é importantíssimo que sejam encontradas – algo que foi impossível de fazer no caso do voo 370 da Malaysian Airlines, por exemplo, que simplesmente desapareceu há três anos.

Pensando nisso, a Airbus criou um sistema que vai fazer com que as caixas-pretas sejam ejetadas do avião em caso de acidente. Nos modelos que fazem viagens intercontinentais ou que fazem voos que frequentemente ficam sobre a água, a ideia é que uma segunda caixa-preta, que será instalada na parte de trás da fuselagem, seja deslocada através de um sistema mecânico de ejeção.

Isso fará com que, no caso de um acidente em que o avião caia no oceano, o dispositivo será projetado para fora do avião, flutuando até a superfície e emitindo um sinal de emergência para ajudar que as equipes de resgate consigam localizar o objeto e, possivelmente, o avião.

A função faz parte de uma série de inovações das novas caixas-pretas que a Airbus está desenvolvendo para seus aviões. Os dispositivos são menores e mais capazes que os modelos usados atualmente, podendo gravar até 25 horas de dados e conversas do cockpit – a marca atual é de apenas duas horas.

Vale lembrar que a caixa-preta só será ejetada no caso de uma deformação estrutural significativa ou submersão a mais de dois metros de profundidade, eliminando o risco de ativação em caso de turbulências ou pousos um pouco menos delicados.

Os novos dispositivos da Airbus serão lançados em 2019, junto com o modelo A350 e partindo para outras aeronaves.