Treinamento no Departamento de Segurança Interna dos EUA (Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Um cibercriminoso russo destruiu remotamente uma bomba de água de uma estação de tratamento em Illinois, nos Estados Unidos. O ataque prejudicou a distribuição de água da região, afetando os lares de vários residentes da cidade de Springfield.

O incidente, ocorrido no dia 8 de novembro, evidenciou as falhas do sistema e estabelece um precedente preocupante, haja vista que o mesmo esquema de proteção digital é utilizado por usinas nucleares e plataformas petrolíferas.

Joe Weiss, consultor de segurança eletrônica, explicou em entrevista para a AFP que este é o primeiro ataque bem-sucedido a uma instalação crítica, originado fora dos Estados Unidos. O FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos investigam o caso.

Abrindo as porteiras

Segundo relatos das agências envolvidas, o invasor utilizou informações de usuários e senhas roubadas para acessar o sistema. Esses dados foram removidos do site da empresa que produz o Supervisory Control and Data Acquisition (SCADA): software de controle e gerenciamento eletrônico de máquinas utilizado em várias indústrias.

O SCADA é utilizado em usinas nucleares, plataformas petrolíferas e outras instalações de risco. Além disso, diversos hackers afirmaram ter acesso a sistemas baseados no SCADA, deixando clara a fragilidade do software.

Lani Kass, ex-conselheiro do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, afirma que o governo deveria levar a sério a possibilidade de um ataque ciberterrorista. Enquanto isso, Jim Lanvevin — deputado democrata do estado de Rhode Island — utiliza o evento para reforçar sua campanha para a aprovação de uma legislação que incremente a cibersegurança da infraestrutura estadunidense.

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