O diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), Michael Rogers, afirmou na terça-feira passada (9) que a Rússia interferiu nas eleições francesas que aconteceram nas últimas semanas e deram vitória ao novo presidente Emmanuel Macron. Antes da confirmação nas urnas, Macron sofreu um vazamento de 9 GB de dados pessoais na internet.

De acordo com o Rogers, as autoridades na França foram alertadas sobre uma possível intromissão de hackers russos. "Se você prestar atenção na eleição da França... Nós tivemos conhecimento de uma atividade russa", comentou Rogers durante um comitê das Forças Armadas norte-americana.

Tim Kaine comentou que as ações dos hackers russos são voltadas para desestabilizar a democracia de um parceiro

"Conversamos com as nossas contrapartes francesas antes dos acontecimentos públicos passados e avisamos: 'Olhem, estamos vendo os russos, estamos vendo que eles estão penetrando a sua infraestrutura'". 

Ainda não se sabe, como nota a Wired, o que significa "infraestrutura" nesse caso. Por exemplo, a única interferência divulgada foi o vazamento de emails de Macron — e a fala de Rogers pode indicar que algo extra aconteceu. Sobre todos os eventos acontecidos, o senador norte-americano Tim Kaine comentou durante o comitê que as ações dos hackers russos "são voltadas a desestabilizar a democracia de um parceiro".

A ligação russa com a interferência em eleições foi confirmada pela NSA. Porém, um ponto ainda mais importante precisa ser descoberto: se os hackers russos agem por conta própria ou se trabalham sob o aval do Kremlin, o governo da Rússia.

Rogers em depoimento

Depoimento presidencial é esperado

Com senadores e a Agência de Segurança Nacional (NSA) apontando diretamente para a Rússia como culpada dos ataques hacker, segundo a Wired, agora falta uma declaração pública do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o caso.

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