Pesquisadores da empresa de segurança CyberX descobriram uma operação de malware que conseguiu roubar mais de 600 gigabytes de dados sensíveis. Os alvos, 70 no total, faziam parte de várias indústrias, como infraestrutura, veículos de mídia e até centros de pesquisa científica. Os dados sensíveis, segundo a empresa, foram obtidos via gravação de áudio em notebooks, documentos, senhas e capturas de telas.

Quer uma dica? Cubra logo a câmera e o microfone do seu notebook

Os hackers black hat conseguiram os 600 GB ao infectar as máquinas com documentos Microsoft Word maliciosos que foram enviados por emails phishing. Assim que o malware entrava no computador, ele começava a enviar automaticamente áudios e dados para uma conta no Dropbox — esta, com acesso para os cibercriminosos.

"A Operação BugDrop (a ação criminosa foi batizada dessa maneira) foi uma operação bem organizada que empregou malwares sofisticados e, ao que parece, foi realizada por uma organização com recursos bem substanciais", disseram os pesquisadores da CyberX para o Ars Technica. "Essa operação exigiu uma infraestrutura back-end muito robusta para armazenar, decriptar e analisar diariamente vários GBs de dados não estruturados. Também é necessária uma grande equipe de analistas humanos para minerar os dados manualmente e processá-los".

Até o diretor do FBI mandou você cobrir essa câmera

A CyberX também notou que a maioria das 70 organizações que tiveram os dados sensíveis roubados se encontram na Ucrânia. Para mais informações sobre o caso, acesse aqui.

Além de não clicar em emails suspeitos e abrir documentos de fontes desconhecidas, muitas pessoas estão partindo para outros métodos "físicos" de proteção contra cibercriminosos. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, já utiliza fitas sobre a câmera de seu próprio notebook e sobre o microfone. Aliás, a utilização de fitas para cobrir lentes e microfones foi algo recomendado pelo próprio diretor do FBI.