Um hacker ajudou a Polícia Civil ao localizar suspeitos de pedofilia em São José do Rio Preto (SP), de acordo com o G1. A operação, batizada de "Hacker do Bem", teve vídeos divulgados na sexta-feira passada, dia 20.

Entre os presos pela polícia, estão um ex-diretor regional de ensino da cidade e dois estudantes universitários — segundo o relato, um estudava medicina e, o outro, matemática. As autoridades ainda comentaram que o hacker, obviamente anônimo, invadiu o computador dos suspeitos e forneceu todas as informações encontradas.Vale notar um ponto, caso você esteja confuso: é comum a palavra "hacker" ser acompanhada de notícias de cunho negativo, o que é errado. Hacker é a pessoa que invade sistemas e encontras falhas, mas não tira proveito disso. Pelo contrário, ajuda a empresa, organização ou autoridade a resolver o problema. Por outro lado, quem tira proveito de uma situação pelo meio ilegal é conhecido como "cracker".

Suspeito sendo preso em Rio Preto, na sexta (20)

Hacker do Bem

O foco da operação é o combate a pornografia infantil na região noroeste paulista. Além dos três suspeitos citados, outras quatro pessoas foram presas. No total, foram três em Rio Preto, uma em Bady Bassitt (SP), uma em Urupês (SP), uma em Jaboticabal (SP) e a última em Américo Brasiliense (SP).

As imagens, que foram divulgadas pela Polícia Civil, mostram a ação dos policiais durante as batidas nas residências dos suspeitos. Já o material entregue pelo hacker continha os endereços dos presos, além de provas que eles armazenavam fotos pornográficas de crianças e adolescentes.

Os estudantes pagaram fiança de R$ 2 mil

“Mediante das informações pedimos mandados de busca e apreensão junto a vara da Infância e Juventude por suspeitar que os atos poderiam ser praticados por adolescentes, porque em geral eles usam os computadores dos pais”, afirmou a delegada Margarete Franco, ao G1.

Um dos presos, o ex-diretor regional de ensino de Rio Preto, tem 74 anos. O aposentado, além de armazenar as imagens, compartilhava vídeos e fotos. “Todos equipamentos eletrônicos vão passar por perícia para verificar se há apenas essas imagens ou se tem outras e a identificação das vítimas”, disse a delegada.

Os estudantes foram liberados depois de pagar fiança de R$ 2 mil. De acordo com o relato, eles "apenas" mantinham as fotos salvas nos computadores.

  • Você pode denunciar crimes virtuais diretamente para a Polícia Civil por email (webpol@policia-civ.sp.gov.br ) ou pela SaferNet

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