Ano passado, a NVIDIA surpreendeu a todos com a chegada de um novo chip gráfico pronto para dar conta dos principais games com alta qualidade gráfica e agradar os jogadores ao levar tecnologias de ponta para seus PCs por um preço camarada.

Além da questão do excelente desempenho, as unidades GeForce GTX 1050 e GTX 1050 Ti vieram para entregar excelentes soluções em questão de consumo de energia e temperatura.

Tudo isso já ficou bem evidente em nossas análises anteriores, de modo que ficamos bastante surpresos com as soluções propostas até agora. Todavia, ficamos bastante curiosos para ver como a placa Strix da ASUS, série que já se provou extraordinária em diversas situações, se posicionaria diante das concorrentes.

A fim de dar aos consumidores um gostinho do que vem por aí, a ASUS nos enviou a ROG GeForce GTX 1050 Ti Strix para um review completo e alguns comparativos com outros componentes que já testamos anteriormente. Diferente de alguns concorrentes, a placa da ASUS usa energia externa, tem sistema de refrigeração robusto e iluminação RGB. Vamos conferir os detalhes!

Especificações

Design com a pegada Strix

Nós já testamos vários itens da ASUS e, a cada nova análise, ficamos boquiabertos com as concepções diferenciadas da marca para seus produtos voltados para os mais diversos segmentos.

Desta vez não foi diferente, pois tivemos a grata surpresa de ver vários conceitos da série Strix aplicados de forma inteligente numa placa de vídeo voltada para o mercado de entrada. A ASUS ROG GTX 1050 Ti Strix é bastante compacta, mas não se deixe enganar pelo tamanho.

Esta placa tem duas ventoinhas de tamanho avantajado, vários arranjos na composição do chassi e detalhes visuais que entregam simplicidade, mas sem deixar de impressionar na combinação.

Por ser um produto de entrada, a carcaça que reveste o dissipador e acomoda as ventoinhas é de plástico, mas isso não tira o mérito do produto. O material é bastante leve e traz muitas retas marcantes. O conjunto fica perfeito com o backplate que ajuda na dissipação e agrega ao visual.

Vale notar que a parte externa foi projetada para entregar melhorias no arrefecimento, já que tem bom espaço para circulação do ar. Ela fica um bocado elevada, deixando espaço para visualizarmos o dissipador e outros componentes.

As ventoinhas na cor preta trazem o logotipo da ASUS no meio, são dispostas simetricamente e garantem o bom funcionamento do produto. Esta placa conta com os padrões DVI, HDMI e DisplayPort.

Por se tratar de uma placa Strix, temos aqui o sistema de iluminação RGB, que dá o toque final. A área luminosa é bem pequena, mas garante mais charme ao produto, que tem o ícone ROG ressaltado. Um excelente trabalho da fabricante!

Conheça a GeForce GTX 1050 Ti de perto

A GeForce GTX 1050 é a quinta placa com a arquitetura Pascal, mas ela vem com um chip gráfico mais simples do que o das demais, uma vez que é voltada ao mercado de entrada. Ainda que a fabricante tenha feito alguns ajustes nas especificações, esta placa também deve demonstrar poder surpreendente em vários jogos.

As novas GTX 1050 e 1050 Ti trazem o chip gráfico GP 107, que suporta as principais tecnologias apresentadas no componente mais robusto da série GTX 10. Este dispositivo é feito com base no processo de fabricação FinFET, que reduz os circuitos tanto em tamanho quanto em requisito de energia.

Apesar de esta se tratar de uma placa que visa ser a substituta da GeForce GTX 950, a NVIDIA garante que ela deve ser ainda mais eficiente em poder bruto computacional. Antes de realizar os testes, é possível prever um desempenho similar ao da GTX 960, algo viável graças às diversas melhorias da nova arquitetura.

Uma das novidades aqui é a construção de 14 nanômetros, o que difere ainda mais das outras placas Pascal, que são fabricadas em 16 nanômetros. Essa mudança permitiu a inclusão de mais transistores no processador, programar os componentes para trabalhar com frequências ainda mais elevadas e entregar performance elevada com o mesmo TDP da versão anterior.

O GP 104 vem pronto para a próxima geração do DirectX 12 e dos jogos desenvolvidos com a API Vulkan. A GTX 1050 e a GTX 1050 Ti não são preparadas para a realidade virtual, mas elas devem dar conta tranquilamente de todos os jogos na resolução 1080p, bem como suportar até resoluções mais elevadas (desde que sejam realizados ajustes na qualidade).

Os grandes diferenciais da GTX 1050 Ti estão na quantidade de núcleos CUDA, na quantidade de memórias e nos clocks do chip gráfico. Com essas modificações, este modelo incrementado permite aproveitar mais jogos na qualidade máxima e até mesmo a utilização de vários filtros.

A ASUS GeForce GTX 1050 Ti Strix apresenta 768 CUDA Cores (um aumento considerável dos 640 CUDA Cores da GTX 1050), traz 4 GB do tipo GDDR5 (o dobro de memória, mas que rodam com as mesmas especificações do modelo mais simples) e clocks mais elevados do que as versões de referência da NVIDIA.

GP107: uma nova integrante da família Pascal

Tal qual já vimos em outros dispositivos da série GTX 10, o chip gráfico GP107 também conta com uma configuração diferenciada dos clusters de processamento gráficos (GPC), dos multiprocessadores streaming (SM) e também dos controladores de memória.

Nesta arquitetura, cada SM é emparelhado com uma engine Polymorph, responsável por cuidar dos vertex, do tessellation, da transformação de porta de visualização e das correções de perspectiva. A combinação de um SM com uma engine Polymorph é costumeiramente chamada de TPC.

A GPU GP107 é composta por dois GPCs, seis multiprocessadores streaming Pascal e quatro controladores de memória. Cada cluster de processamento gráfico apresenta uma engine de rasterização dedicada e cinco multiprocessadores streaming.

A arquitetura se desenvolve através da distribuição dos CUDA cores nos multiprocessadores streaming. Cada SM apresenta 128 núcleos CUDA, 256 KB de capacidade de arquivo de registro, unidade de memória compartilhada de 96 KB, 48 KB de memória cache L1 e 8 unidades de textura.

O multiprocessador streaming é uma unidade que trabalha com paralelismo e usa um sistema que entrega as tarefas (em grupos de 32 threads) para os CUDA cores e outras unidades de execução. Considerando que a GTX 1050 Ti apresenta seis multiprocessadores e cada um conta com 128 CUDA cores, temos o total de 768 CUDA cores neste chip gráfico.

Outra informação pertinente quanto à Pascal diz respeito ao sistema de memória. A GTX 1050 Ti tem quatro controladores de memória de 32 bits, alcançando um total de 128 bits. Atrelados a cada controlador, temos oito unidades ROPs e 256 KB de cache L2. Somando tudo, fechamos a conta com 32 ROPs e 1.024 KB de cache L2. Uma ótima configuração!

A tecnologia mais avançada do GDDR5

Outra coisa que ajuda muito a aumentar o desempenho da GTX 1050 Ti é a tecnologia de memória GDDR5. A tecnologia desta placa recebeu uma série de melhorias internas para garantir ainda mais performance, sem precisar alterar completamente o projeto de funcionamento.

Com interface de 128 bits e capacidade de transferência de até 7 gigabits por segundo, os módulos instalados na GeForce GTX 1050 Ti conseguem alcançar desempenho bastante superior ao das antigas gerações e um incremento significativo se comparada à GTX 950.

A largura de banda dos módulos da GTX 1050 Ti alcançam taxas de transferência de até 112 GB/s. Vale notar que a NVIDIA equipou esta placa com um total de 4 GB de memória RAM, garantindo espaço de sobra para o armazenamento temporário de gráficos de alta resolução. Ela é perfeita para 1080p e até mesmo para experimentar jogos em 1440p.

Detalhe: a GTX 1050 vem com 2 GB de memória, mas tem as mesmas especificações de interface, velocidade e largura de banda.

Compressão de memória

De acordo com as informações oficiais da NVIDIA, o subsistema de memória da GeForce GTX 1050 Ti utiliza técnicas de compressão de memória sem perda de qualidade para reduzir as demandas de largura de banda da memória RAM.

Com esse tipo de funcionalidade, a placa de vídeo consegue reduzir a quantidade de dados escritos na memória, diminuir as informações transferidas para a memória cache L2 e também moderar o montante nas transferências entre as unidades de textura e o buffer.

Assim como outras placas Pascal, a GTX 1050 Ti conta com algoritmos que determinam de forma inteligente como os dados devem ser comprimidos. Um desses recursos é o delta color, que calcula as diferenças entre os pixels em um bloco e armazena somente referências, podendo reduzir os dados até pela metade.

O resultado do uso dessa tecnologia na arquitetura Pascal é uma diminuição na quantidade de bytes que devem ser buscados na memória em cada frame. O ganho com essa funcionalidade é perceptível na largura de banda da memória, gerando uma redução de 20% na procura por informações.

Computação assíncrona

Muitos dos jogos mais recentes são projetados para usar cargas de trabalho mais complexas, que garantem o processamento assíncrono, de modo que os componentes do computador podem trabalhar juntos para entregar a imagem renderizada no menor tempo possível.

Com a chegada desse tipo de tecnologia, a GPU não fica mais ociosa e pode ser aproveitada em todo o seu potencial. Em alguns casos, o chip gráfico tinha uma determinada carga de trabalho que ficava bem abaixo de sua capacidade, tornando necessário aguardar a próxima carga de tarefas para continuar o processamento.

A nova arquitetura Pascal presente na GTX 1050 Ti permite que toda a sua capacidade seja aproveitada. Agora, é muito mais simples para o chip gráfico processar uma cena de renderização ao mesmo tempo que trabalha com múltiplos elementos de PhysX.

A utilização de APIs que têm acesso ao hardware (como o DirectX 12 e o Vulkan) ajuda muito, pois é possível averiguar a carga de trabalho constantemente e ajustar com frequência as tarefas da GPU. Basicamente, o chip gráfico pode efetuar uma divisão inteligente nas tarefas e até pausar algumas filas de processamento para assumir o que é mais importante.

GPU Boost 3.0

A tecnologia GPU Boost já é utilizada nas placas da NVIDIA há muito tempo, sendo a principal responsável por garantir desempenho extra em situações específicas. Com base nos parâmetros de hardware, o chip gráfico pode efetuar ajustes no clock da GPU até que ele atinja uma determinada temperatura-alvo.

Essa funcionalidade garante ganhos de performance adicionais quando a GPU percebe que é necessário mais poder de processamento e verifica que há espaço para efetuar tal mudança em sua frequência. Até agora, o GPU Boost funcionava com base em uma reta predeterminada, que trabalhava de forma travada com base nos valores da tensão.

Com a terceira versão da tecnologia, a NVIDIA consegue extrair ainda mais performance do chip gráfico, pois agora o componente pode trabalhar com ajustes de tensão mais flexíveis, os quais regulam a frequência constantemente e garantem sempre o máximo desempenho.

O resultado é uma curva de altos e baixos que mostra a adaptação do chip de acordo com o espaço disponível para esse aumento no clock, obviamente sem exceder a temperatura-limite. Basicamente, diferente do antecessor, o GPU Boost 3.0 não perde uma oportunidade de overclocking, ultrapassando constantemente até mesmo o limite de Boost de referência.

Testes de desempenho

Para conferir o desempenho da placa de vídeo em situações práticas, nós realizamos uma série de testes que você possivelmente faria em seu computador.

Eles são divididos em duas etapas: jogos e benchmarks sintéticos. Em geral, nós usamos configurações de vídeo em nível máximo (Ultra ou Very High), incluindo filtros e com V-Sync desativado.

Máquina de testes

  • Sistema: Windows 10 Pro
  • CPU: Intel Core i7-6700K
  • Placa-mãe: GIGABYTE Z170-X G1 Gaming
  • Memória: 16 GB RAM Corsair DDR4 2133
  • SSD: Intel 540 Series 480 GB
  • Fonte: Corsair RM1000

Jogos

Batman: Arkham Knight

O mais recente jogo da franquia do Homem-Morcego abusa do poder do chip gráfico, colocando o componente de vídeo sob grande estresse e testando a máquina com vários filtros e efeitos.

Deus Ex: Mankind Divided

O novo game da série Deus Ex vem recheado de novidades gráficas que prometem levar os componentes de vídeo ao limite. O jogo é um dos mais pesados que já vimos, sendo que nem mesmo placas mais robustas dão conta dele com todos os filtros ativados. Nós rodamos os testes em diferentes níveis de qualidades, só retiramos filtros como o MSAA.

Middle Earth: Shadow of Mordor

Um dos jogos de maior sucesso dos últmos tempos é também ótimo para teste de poder gráfico. Baseado na série Senhor dos Anéis, ele conta com uma grande quantidade de elementos em cenário e pode representar um bom desafio em alguns momentos para os processadores gráficos.

Rise of the Tomb Raider – DirectX 12

Aproveitando a chegada do novo título da franquia Tomb Raider, nós resolvemos fazer alguns testes com placas que já estavam em nosso laboratório para compará-las com a GTX 1050 Ti, já que esse jogo tem visuais estonteantes e já utiliza o DirectX 12.

The Division

Apesar de não ser exatamente o que foi prometido, The Division é um título que consome muitos recursos do computador. O jogo aproveita muito bem vários filtros e tecnologias para entregar visuais de primeira. Um recurso presente nele é o sistema de benchmark automático, que permite rodar testes iguais em diferentes placas.

Benchmarks

Como você pôde conferir acima, os testes com jogos mostraram que a ASUS ROG GeForce GTX 1050 Ti Strix é adequada para rodar qualquer game da atualidade com performance exemplar.

Mesmo em situações extremas, ela ainda alcança média na casa dos 30 frames por segundo, sendo suficiente para quase todas as situações em Full HD. Todavia, para comprovar o real poder da placa, nós rodamos benchmarks sintéticos.

Unigine

Temperatura e consumo

Para concluir nossos testes, é importante comentar sobre dois aspectos: temperatura e consumo. A ASUS ROG GTX 1050 Ti Strix se provou bastante eficiente na questão de dissipação de calor.

A placa roda normalmente com temperaturas que ficam perto dos 33 graus Celsius, algo que pode subir um pouco ou diminuir de acordo com o seu gabinete e o local. Nossos testes foram realizados em ambiente com ar-condicionado e temperatura regulada em 23 graus Celsius (com variações de até 2 graus).

Na hora de rodar os games, a GTX 1050 Ti Strix também se comportou de maneira exemplar. Mesmo em jogos pesados, os programas marcaram temperaturas próximas de 60 graus Celsius (algo comprovado nos testes do 3DMark). Mesmo o Furmark não conseguiu fazer a temperatura subir acima dos 63 graus.

Em questão de consumo, ficamos muito felizes ao ver um projeto de tamanho tão reduzido fazendo milagres com a energia. A NVIDIA promete consumo de até 75 watts, algo que é reforçado pela ASUS como TDP do produto.

É um número bem pequeno, se considerarmos o desempenho do componente. Considerando a presença do conector de seis pinos, esta placa nunca chega nem próximo dos 150 watts, o que é muito impressionante. O conector de energia aqui, na verdade, serve mais para overclocking extra, que o próprio jogador pode configurar via software.

Vale a pena?

A ASUS GeForce GTX 1050 Ti Strix conseguiu nos surpreender em todos os aspectos. Entre as placas de entrada com o chip GTX 1050 Ti, ela foi a mais robusta em quase todos os jogos, o  que mostra o capricho da fabricante na otimização do produto.

Além dessa questão da performance, a peça se mostrou muito refinada em vários aspectos, aproveitando as principais tecnologias da arquitetura Pascal para entregar diversas vantagens ao jogador que busca uma placa poderosa, mas não quer gastar muito.

Ela chega como uma opção perfeita para os gamers rodarem seus jogos favoritos em 1080p, com qualidade em nível máximo e até com a possibilidade de usar filtros em determinadas situações.

Mesmo na resolução 1440p, a GTX 1050 Ti da ASUS pode entregar bons resultados. É claro que, ao incrementar a resolução, o jogador deve reduzir a qualidade visual. De qualquer forma, a placa mostra potencial para o futuro, pois deve dar bom suporte a jogos que serão lançados nos próximos anos.

A ASUS ROG GTX 1050 Ti Strix deve chegar ao consumidor por valores que ficam entre 800 e 900 reais. O preço é um pouco mais alto do que aquele comentado pela NVIDIA  (750 reais) para os modelos similares, mas o incremento se deve ao sistema de refrigeração superior, ao esquema de iluminação em RGB e ao overclocking adicional.

Também vale ressaltar que ela entrega performance no nível de algumas placas equipadas com o chip GTX 960, mas com preços mais camaradas. No fim das contas, esta placa da ASUS se mostrou muito potente, bonita, econômica e robusta para todas as ocasiões. Se você quer curtir seus games em 1080p com alta qualidade, certamente pode apostar nesta Strix!

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