Ampliar (Fonte da imagem: Divulgação/Gemini Observatory)

Com a ajuda de um sistema óptico de ponta e de alguns raios laser enviados ao espaço, os astrônomos estão recebendo um olhar sem precedentes e sem distorções do espaço — além de evitar os perigos de lançamentos de foguetes.

A novidade é empregada no observatório Gemini, no Chile, que opera dois telescópios ópticos de 8 metros. Depois de décadas de pesquisa e desenvolvimento, a estação multinacional de pesquisa instalou recentemente um sistema óptico adaptativo multiconjugado (também chamado de GeMS). O sistema aumenta o poder de captação do telescópio e conseguiu resultados espetaculares.

“O que temos visto até agora demonstra uma capacidade incrível que salta à frente de qualquer coisa no espaço ou no chão – e deve continuar assim por algum tempo”, afirmou Robert Blum, vice-diretor do Observatório Nacional de Astronomia Óptica.

Uma nova visão do espaço

O GeMS consegue resolver um dos grandes problemas dos telescópios de solo: fazer com que as imagens captadas do espaço fossem claras e não sofressem distorções causadas por mudanças na atmosfera da Terra.

O sistema emprega uma série de cinco guias estelares de laser e um trio de espelhos (MCAO) para eliminar essas distorções. A tecnologia adaptativa consegue calibrar o sistema de imagem e usar o brilho das estrelas como pontos de referência. Como essas estrelas-guia nem sempre são visíveis, o GeMS lança lasers de sódio em estado sólido para o céu. Esses disparos servem como pontos de referência artificiais, revelando a quantidade de distorção atmosférica.

Depois da captar as possíveis alterações, o sistema gera um modelo 3D e ajusta seus espelhos para anular os efeitos atmosféricos. Isso expande a área captada pelo Gemini Sul para uma área 16 vezes maior do que a dos telescópios convencionais.

Confira algumas das incríveis imagens captadas graças ao poder da nova tecnologia.

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