Cada pontinho branco representa uma ameaça aos astronautas em órbita (Fonte da imagem: NASA)

A poluição produzida pelos seres humanos não está mais restrita às paisagens e aos centros urbanos da Terra. Há algumas décadas, começamos a poluir também o espaço ao redor do nosso planeta, deixando fragmentos de foguetes e satélites desativados em órbita.

A princípio, como o espaço está isento das legislações ambientais, ninguém é responsável pela limpeza daquela região. Porém, o acúmulo desses destroços está chegando a um nível alarmante, a ponto de ameaçar o futuro da exploração espacial.

Cientistas da Agência Espacial Italiana apresentaram, recentemente, a proposta de uma forma relativamente barata e prática de limpar essa bagunça. O projeto consiste de um satélite equipado com propulsores que seriam acoplados aos objetos em órbita, lançando-os de volta para a atmosfera da Terra, onde eles se desintegrariam.

Dano causado por lixo espacial à antena do telescópio Hubble (Fonte da imagem: NASA)

De acordo com a NASA, atualmente existem mais de 19 mil detritos com mais de 10 centímetros orbitando a Terra. O número sobe para 50 mil objetos se considerarmos pedaços de 1 a 10 centímetros e ultrapassa os 500 mil se partículas ainda menores forem consideradas.

Em entrevista à BBC, o pesquisador e líder do projeto Marco Castronuovo explicou que, com essa tecnologia, seria possível remover de cinco a dez detritos por ano. Porém, o projeto esbarra em questões políticas que podem dificultar a sua implementação.

Como o satélite “zelador” poderia, em tese, derrubar também equipamentos que ainda estão ativos, muitos países podem se opor ao funcionamento dele. Pelo visto, os líderes do mundo terão que chegar a um acordo diplomático rapidamente. Caso contrário, sair da Terra se tornará uma missão ainda mais arriscada.

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