Embora átomos únicos de oxigênio sejam simples de serem encontrados no universo, o oxigênio molecular (O2) nunca havia sido detectado até então. Com a ajuda do telescópio gigante de Herschel, a NASA afirmou nesta segunda-feira a descoberta de tal molécula próxima à nebulosa de Órion, distante 1500 anos-luz da Terra.

(Fonte da imagem: ESA / NASA / JPL-Caltech)

Astrônomos buscavam pela molécula há décadas, usando balões e telescópios de menor porte, tanto espaciais quanto terrestres. Inclusive, em 2007, o telescópio sueco Odin afirmou ter encontrado algumas dessas moléculas, mas tal descoberta não pôde ser confirmada.

A principal teoria dos pesquisadores da NASA para explicar a existência de gás oxigênio em Órion consiste na hipótese de o calor de uma estrela ter derretido cristais de gelo presentes da região, liberando assim o O2.

Paul Goldsmith, um dos cientistas da NASA, afirma que apesar do gás oxigênio ter sido descoberto em 1770, ainda foram necessários mais 230 anos para afirmar com certeza que tal molécula existe no espaço. Contudo, os pesquisadores não souberam afirmar com certeza o motivo que levou as moléculas a aparecerem justamente nesse local.

Na tentativa de entender ainda mais os muitos segredos que o universo guarda, os astrônomos prometem continuar com as buscas para localizar mais dessas moléculas no universo.

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